1. É fácil romantizar a era vitoriana. Os lustres, os espartilhos, o modo como a luz de velas cintilava sobre a seda. Mas por trás de toda essa elegância havia uma pergunta muito humana que ninguém parecia disposto a responder como as mulheres iam ao banheiro com aqueles vestidos enormes?
2. Imagine só. Um grande salão de baile. Uma mulher usando uma crinolina com quase um metro e meio de largura. Ela está de pé com postura impecável, a cintura apertada por um espartilho. Ri baixinho, desliza pelo salão. E de repente, a natureza chama. E então?
3. A pergunta parece absurda. Mas para as mulheres vitorianas, era uma realidade cotidiana. E uma que elas eram obrigadas a enfrentar com silêncio e graça. O corpo humano não espera pela etiqueta. Mas a sociedade esperava que as mulheres fingissem que sim.
4. Por baixo das camadas de tafetá e renda havia uma luta silenciosa. Porque esses vestidos não eram apenas grandes eram engenharias. A crinolina, feita de aros de aço e tecido rígido, podia ser impossível de levantar sozinha. Abaixo dela, várias anáguas. Depois, as ceroulas. Depois, as meias. Cada camada era mais uma barreira entre a mulher e um alívio básico…
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