O horizonte queima em brasas,
Tremores soam como praias rasas.
Lunetas brilham contra o abismo,
Tudo se rompe em um cataclismo.
Ecos de gritos cortam o vento,
Forja-se a alma no sofrimento.
Relâmpagos rasgam o céu sem temor,
A coragem levanta sua bandeira de dor.
O sangue corre, pintando a memória,
Cada cicatriz faz parte da história.
Uma queda não apaga a chama acesa,
Das trevas renasce a fúria da realeza.
Montanhas cedem à força da mente,
Muralhas caem diante da nossa gente.
A força não vive em grilhões de ferro,
Quando a alma ergue seu fogo sincero.
Sombras recuam, o sol nos conduz,
Nosso Triunfo ressoa na luz.
Na tempestade, erguemos reinados,
O Futuro pertence aos calejados.
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