Não existem muitos músicos cujo som seja tão distinto e influente que a indústria musical invente um gênero totalmente novo para descrevê-lo.
Mas D’Angelo, que morreu aos 51 anos, foi visto como um pioneiro, em grande parte graças ao seu inovador álbum de estreia, Brown Sugar, lançado em julho de 1995.
Com seus andamentos lentos e vocais suaves, a vibração descontraída e noturna de D’Angelo relembrou algumas das lendas do soul, ao mesmo tempo que soava inteiramente nova.
O R&B já era popular na época – com TLC, Mary J Blige e Janet Jackson entre as estrelas em alta nas paradas.
Mas o som mais descontraído do Brown Sugar misturava ritmo e blues com batidas nítidas de hip-hop, jazz e funk, diferenciando-o do R&B mais pop que dominava as rádios da época.
O som do álbum foi batizado de “neo-soul” – e sua influência ainda é sentida três décadas após seu lançamento.
A música de D’Angelo ainda aparece nas playlists de serviços de streaming com títulos como “Vibrações noturnas relaxadas” e “Clássicos do soul gelado”.
Ainda é trilha sonora de jantares e encontros noturnos. E D’Angelo é citado como influência não apenas pelos artistas que eram seus pares na época, mas por novos talentos emergentes hoje.
“Ele era tão importante, e ainda é”, disse o artista galês de hip-hop Lemfreck, que foi defendido pela BBC Introducing, ao Newsbeat da Radio 1.
“Aquele som neo-soul dos anos 90 e 90 é a camada base para cada camada de R&B que você ouve até hoje.”
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