
Jorge Clooney’é O novo filme “In Love” ainda nem começou a ser filmado, mas já está gerando grande polêmica.
O ator deve estrelar um filme sobre suicídio assistido, um tema que os críticos dizem que pode enviar uma mensagem perigosa a milhões de pessoas vulneráveis.
A doutora Ramona Coelho, médica canadense que cuidou de seu falecido pai com demência, afirma que o filme glorifica a morte e pode desencadear “contágio suicida”.
Ela está acusando Clooney de glamorizar a tragédia e transformar o sofrimento em entretenimento.
Filme de George Clooney enfrenta reação negativa por ‘romantizar a morte’
Lisa OConnor/AFF-USA.com/MEGA
O novo filme de George Clooney, “In Love”, é baseado nas memórias de Amy Bloom sobre a decisão de seu marido de acabar com a vida após ser diagnosticado com Alzheimer precoce.
O homem de 64 anos interpreta o marido ao lado de Annette Bening como Bloom.
Embora a história seja vista por alguns como uma comovente história de amor sobre dignidade e escolha, outros acreditam que ela ultrapassa uma linha perigosa.
A Dra. Ramona Coelho disse ao Correio Diário que o filme corre o risco de “romantizar a morte” e fazer o suicídio assistido parecer um ato de devoção.
Ela alertou que tais representações poderiam influenciar pessoas vulneráveis que lutam contra doenças ou com medo do declínio.
A produtora de Clooney, Smokehouse Pictures, não comentou, mas os críticos dizem que com o poder estelar do ícone, o filme poderia normalizar algo que nunca deveria ser glamorizado.
Para Ramona, a questão não é arte, mas sim responsabilidade. “Hollywood tem que entender o peso de sua influência”, disse ela ao canal.
Clooney acusado de enviar uma mensagem perigosa
Taxa de câmbio RCF/MEGA
A preocupação da Dra. Ramona é mais profunda do que a indignação moral, pois ela acredita que “In Love” pode desencadear o que os especialistas chamam de “contágio suicida”.
“Se George Clooney faz a morte parecer bela, sexy e nobre, que mensagem isso envia às pessoas doentes, idosas ou deficientes?” ela perguntou.
O médico argumenta que as representações da mídia podem ter um impacto real, principalmente quando há celebridades envolvidas.
Ela comparou o risco ao aumento de suicídios após a morte de Robin Williams, alertando que a narrativa romantizada pode inspirar imitação. Clooney é conhecido por escolher filmes que lidam com a complexidade moral, mas os críticos temem que este possa cruzar a linha entre explorar e endossar.
Os defensores do projeto afirmam que ele será tratado “com sensibilidade, não com sensacionalismo”, mas Ramona permanece cética.
Para ela, transformar o suicídio assistido em uma história de amor não é algo corajoso, mas perigoso. “Devíamos ensinar as pessoas a viver e não a morrer”, disse ela.
Filme de George Clooney atinge famílias com demência
MEGA
A indignação da Dra. Ramona vem de experiência pessoal. Ela cuidou do pai, Kevin Coelho, durante seus últimos anos de demência.
“Ele não sabia mais quem eram os netos, mas todos os dias falava sobre como eram lindas as árvores no Canadá”, revelou ela.
Para ela, esses momentos de alegria provaram que a vida com demência ainda tem sentido. “Ele morreu naturalmente, com todos nós o segurando. Foi lindo.”
Ela acredita que a versão hollywoodiana da demência, cheia de medo e desespero, ignora o amor, a paz e a conexão que muitas famílias ainda experimentam.
“As pessoas dizem que preferem morrer a ter demência. Essa é a coisa mais cruel que se pode dizer a uma filha”, disse ela.
Ramona teme que o filme de Clooney possa fazer os outros acreditarem que morrer cedo é a única opção digna.
“Meu pai me mostrou que dignidade não tem a ver com controle – tem a ver com amor”, explicou ela.
Filme de Clooney reacende debate sobre morte assistida
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A controvérsia em torno de “In Love” reacendeu o debate sobre as leis da morte assistida na América do Norte.
O Canadá legalizou a Assistência Médica aos Morrentes (MAiD) em 2016, mas desde então a lei foi expandida para incluir pessoas com doenças crónicas e deficiências.
A Dra. Ramona, membro do Comitê de Revisão de Mortes MAiD de Ontário, diz ter visto casos preocupantes em que pacientes foram aprovados para a eutanásia após pouca avaliação.
“As pessoas estão a ser aprovadas para a morte assistida por medo – medo de declínio, medo de ser um fardo”, explicou ela. Ela revelou que muitos pacientes com demência que escolhem o MAiD nunca recebem cuidados paliativos adequados.
Os críticos dizem que o sistema não protege os vulneráveis, enquanto os apoiantes insistem que existem salvaguardas.
No entanto, Ramona argumenta que quando o processo de morrer se torna uma “resposta fácil”, a sociedade perde a empatia.
“Se as necessidades das pessoas com demência forem satisfeitas, a sua qualidade de vida ainda poderá ser elevada”, disse ela. “O sofrimento surge quando falta cuidado.”
Filme de George Clooney é chamado de ‘filme de rapé para deficientes’
Fred Duval/MEGA
Os defensores da deficiência juntaram-se à reação. Ian McIntosh, diretor executivo de Not Dead Yet, rotulou o filme de George Clooney de “um filme para deficientes físicos com qualquer outro nome”.
Ele disse que Hollywood tem o hábito de mostrar as vidas dos deficientes como trágicas ou descartáveis.
“Filmes como Million Dollar Baby e Me Before You glorificam o suicídio como nobre se você for deficiente. No Amor não será diferente”, afirmou.
Coelho concorda, chamando-o de “idade e incapacidade disfarçados de compaixão”.
Ela argumenta que retratar a eutanásia como romântica pode pressionar as pessoas vulneráveis a verem a morte como um dever. “O que parece amor às vezes pode ser coerção”, disse ela.
Para ela, a verdadeira história que Hollywood deveria contar é sobre viver, não sobre morrer.
“Ele não conseguia se lembrar de nomes, mas se lembrava do amor. Ele notou as árvores. Ele encontrou a alegria. É assim que se parece a verdadeira dignidade”, disse ela sobre seu pai. “Devíamos contar histórias sobre como viver, não como morrer.”
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‘Alguns detalhes deste artigo foram extraídos da seguinte fonte www.yahoo.com’
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