Você provavelmente pensa em músicos de rock destruindo guitarras, batendo cabeça no palco e cantando hinos para multidões selvagens. Mas algumas de suas estrelas do rock favoritas trocaram os holofotes pelas telas de cinema… em filmes de terror. E sim, é tão selvagem quanto parece. Vamos mergulhar em algumas performances memoráveis onde o rock encontrou o medo.
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Alice Cooper – Príncipe das Trevas (1987)
Alice Cooper faz uma participação arrepiante em Prince of Darkness, de John Carpenter, um filme de terror cult que mistura ciência, religião e terror cósmico. Cooper interpreta um sem-teto silencioso e perturbado, possuído por forças das trevas. É um papel pequeno, mas que combina perfeitamente com sua personalidade de rock chocante. O filme em si é atmosférico e perturbador, com a trilha sonora de sintetizador exclusiva de Carpenter aumentando o pavor. É uma joia subestimada para quem gosta de terror sobrenatural e lento com um toque da coragem dos anos 80.
Ozzy Osbourne – Doçura ou travessura (1986)
Ozzy Osbourne troca sua personalidade de “Príncipe das Trevas” por um papel surpreendentemente inofensivo no filme de terror cult Trick or Treat. Ele aparece como o reverendo Aaron Gilstrom, um pregador conservador de TV que critica os males do heavy metal.
A ironia, claro, é deliciosa: a lenda do rock da vida real, famosa por chocar o público, interpreta o cruzado moral que tenta proibir seu próprio tipo de música. É uma participação breve, mas memorável, em um filme repleto de energia do metal dos anos 80, forças demoníacas e diversão irônica.
Gene Simmons – Doçura ou travessura (1986)
Dividindo espaço na tela com Ozzy, o vocalista do KISS, Gene Simmons, também apareceu em Trick or Treat, interpretando Nuke, um DJ de rádio rebelde que involuntariamente ajuda a liberar o espírito vingativo de uma estrela do rock. A breve aparição de Simmons captura aquela mistura perfeita de excesso de metal dos anos 80 e travessuras sobrenaturais. Para os fãs de terror e hard rock, é pura nostalgia.
Rob Zumbi – Casa dos 1000 Cadáveres (2003)
Antes de ser conhecido por dirigir sucessos de terror horríveis, Rob Zombie já estava criando um mundo repleto de imagens sombrias de carnaval por meio de sua música. House of 1000 Corpses, sua estreia no cinema, é uma viagem selvagem à loucura.
É um pesadelo sangrento iluminado por neon que parece que um de seus videoclipes ganhou vida. O filme apresentou sua agora icônica família Firefly e consolidou Zombie como um verdadeiro autor de terror. É barulhento, sujo e assumidamente exagerado… assim como sua personalidade no palco.
Marilyn Manson – Policiais errados (2013) e Deixe-me fazer de você um mártir (2016)
Poucos músicos incorporam “arrepios cinematográficos” como Marilyn Manson. Ele é uma daquelas estrelas do rock que já apareceu em vários filmes de terror, mas sua vez em Let Me Make You a Martyr se destaca. No papel de um assassino chamado Pope, Manson traz uma ameaça silenciosa a uma sombria história de vingança gótica do sul.
Ele também aparece em Wrong Cops, uma comédia de humor negro surreal com tons de terror e, como sempre, sua presença torna tudo um pouco mais perturbador.
David Bowie – A fome (1983)
Em The Hunger, David Bowie troca seu estrelato no glam rock pela vida eterna como um vampiro centenário lutando contra a decadência e o desejo. O filme exala estilo e sensualidade, combinando a presença assombrosa de Bowie com Catherine Deneuve e Susan Sarandon em uma história que é tanto filme de arte quanto pesadelo gótico. É temperamental, elegante e totalmente hipnótico, assim como o próprio Bowie.
Iggy Pop – O Corvo: Cidade dos Anjos (1996)
Poucas estrelas do rock incorporam energia bruta como Iggy Pop, e ele canalizou essa mesma ferocidade em seu papel como Curve em The Crow: City of Angels. Seu desempenho magro e elétrico se encaixa perfeitamente no mundo sombrio e gótico do filme. Não é arte erudita… mas é elegante, sujo e pura energia de terror alternativo dos anos 90.
Picada – A noiva (1985)
Nesta reimaginação gótica de Frankenstein, Sting interpreta o Dr. Frankenstein ao lado de Jennifer Beals como sua malfadada criação. O filme toma liberdades criativas, inclinando-se para a tensão romântica e conotações filosóficas, em vez de puro terror.
Sting traz uma intensidade taciturna ao papel, que é uma extensão adequada de sua estética pós-Police e temperamental dos anos 80. É uma curiosidade estilosa que combina a tradição clássica dos monstros com a atitude de uma estrela do rock.
Dee Snider- Terra Estranha (1998)
Dee Snider, do Twisted Sister, não apenas estrelou Strangeland… ele o escreveu. Sua criação, Capitão Howdy, é um predador sádico da Internet obcecado por rituais de dor e modificações corporais.
É perturbador e à frente de seu tempo, misturando terror cibernético com comentários sociais sobre o anonimato online. A atuação de Snider é ao mesmo tempo aterrorizante e estranhamente teatral, assim como sua personalidade no palco. Mais de duas décadas depois, Strangeland continua sendo um favorito cult e um exemplo claro de um roqueiro transformando seus próprios pesadelos em realidade cinematográfica.
Corey Taylor- Clínica do Medo (2014)
Corey Taylor, do Slipknot, traz sua intensidade de marca registrada para Fear Clinic, interpretando um paciente preso em um experimento distorcido projetado para curar o medo. Embora o filme não tenha causado grande impacto, o desempenho de Taylor é convincente. É parte assombrado, parte endurecido. Sua presença na tela parece uma extensão de sua personalidade no palco: sombria, taciturna e imprevisível. É uma entrada sólida na tradição “rock star encontra o terror” e um divertido ovo de Páscoa para os fãs de metal.
Jon Bon Jovi – Chorar Lobo (2005)
Jon Bon Jovi dá uma guinada surpreendente em Cry Wolf, interpretando o professor de jornalismo Rich Walker em uma escola preparatória de elite onde os alunos criam uma falsa história de serial killer… apenas para que ela comece a se tornar realidade. O charme e a compostura de Bon Jovi funcionam bem no papel, dando ao filme um centro firme em meio ao caos adolescente. É mais um thriller de terror do que um terror puro, mas sua presença adiciona um poder estelar inesperado a um favorito cult do início dos anos 2000.
Chester Bennington (Linkin Park) – VI: O Capítulo Final (2010)
Chester Bennington, do Linkin Park, fez uma aparição breve, mas inesquecível, em SAW: The Final Chapter. Ele interpreta Evan, um supremacista branco preso em uma das grotescas máquinas mortíferas de Jigsaw, colado a um assento de carro e forçado a se libertar.
É uma sequência chocante e de revirar o estômago que se encaixa perfeitamente nas peças de moral distorcida do universo SAW. O desempenho aterrorizado de Bennington é genuinamente cru, adicionando uma dose de realismo ao espetáculo horrível da franquia.
Bolo de Carne – Medo do palco (2014)
Conhecido por seu talento teatral, Meat Loaf nasceu para atuar em um musical de terror. Em Stage Fright, ele interpreta o diretor de uma academia de artes cênicas construída sobre segredos obscuros. É uma mistura sangrenta de músicas de slasher e show, e Meat Loaf se inclina para o absurdo com gosto. Ele traz a mesma energia bombástica que tornou Morcego Fora do Inferno icônico, tornando sua atuação um destaque em um filme subestimado e selvagem.
Joana Jett – Repo! A Ópera Genética (2008)
Na ópera rock cult Repo! The Genetic Opera, Joan Jett faz uma participação rápida, mas adequada, como guitarrista durante uma das sequências musicais do filme. O filme mistura ficção científica, terror corporal e estética do heavy metal em algo totalmente único. Mesmo que sua cena seja curta, a presença de Jett acrescenta credibilidade e autenticidade a um filme que celebra o lado sombrio e teatral do rock.
Quando sua estrela do rock favorita se torna um ícone do terror
Seja o terror exagerado de Alice Cooper, a direção encharcada de sangue de Rob Zombie ou as participações especiais assustadoras de Ozzy, esses músicos provam que você não precisa ficar no palco para assustar as pessoas. Sua transição para filmes de terror mostra que as estrelas do rock não são apenas artistas… elas são contadoras de histórias, criadores e, ocasionalmente, monstros.
Da próxima vez que você fizer filmes de terror, fique de olho nas suas estrelas do rock favoritas. Você pode simplesmente identificar uma lenda do manejo da guitarra em uma participação especial que é tão arrepiante quanto legal.
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