Durante décadas, as conversas sobre diversidade na temporada de premiações circularam no mesmo palco: os rostos na frente das câmeras. Cada ciclo do Oscar provoca um exame minucioso de quem é – ou não – indicado nas categorias de atuação. Este ano, a mudança mais vital no reconhecimento cinematográfico está ocorrendo atrás das lentes.
A corrida para melhor diretor poderia apresentar uma das escalações mais globalmente inclusivas, estilisticamente ecléticas e geracionalmente diversas da história moderna da Academia.
Esta não é a primeira tentativa de inclusão da indústria. A década de 2010 pertenceu a um trio de autores latinos – Alfonso Cuarón, Alejandro González Iñárritu e Guilherme del Toro – que reivindicaram coletivamente cinco estatuetas de direção entre 2013 e 2018. No entanto, o campo deste ano sugere algo mais democrático e menos concentrado numa única narrativa.
Ainda assim, um número se destaca: oito vezes indicado Paulo Thomas Anderson traz seu olhar meticuloso para o épico da Guerra Civil “Uma batalha após a outra,…
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