Material encontrado no livro do Espirito Joanna de Ângelis, em parceria com o médium Divaldo Pereira Franco, intitulado Vidas Vazias,
Vamos retirar do Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo II, subtitulo 4 Realeza de Jesus os seguintes dizeres;
Que não é deste mundo o reino de Jesus todos compreendem, mas, também na Terra não terá ele uma realeza? Nem sempre o título de rei implica o exercício do poder temporal. Dá-se esse título, por unânime consenso, a todo aquele que, pelo seu gênio, ascende à primeira plana numa ordem de idéias quaisquer, a todo aquele que domina, o seu século e influi sobre o progresso da Humanidade. É nesse sentido que se costuma dizer: o rei ou príncipe dos filósofos, dos artistas, dos poetas, dos escritores, etc. Essa realeza, oriunda do mérito pessoal, consagrada pela posteridade, não revela, muitas vezes, preponderância bem maior do que a que cinge a coroa real? Imperecível é a primeira, enquanto esta outra é joguete das vicissitudes; as gerações que se sucedem à primeira sempre a bendizem, ao passo que, por vezes, amaldiçoam a outra. Esta, a terrestre, acaba com a vida; a realeza moral se prolonga e mantém o seu poder, governa, sobretudo, após a morte. Sob esse aspecto não é Jesus mais poderoso rei do que os potentados da Terra? Razão, pois, lhe assistia para
dizer a Pilatos, conforme disse: “Sou rei, mas o meu reino não é deste mundo.”
São estes os dias severos da evolução moral da Humanidade sob os
açoites do sofrimento.
A dor generaliza-se por toda parte em forma cruel, sob disfarce ou dele
despida, mediante a demonstração da falência das paixões ilusórias que
alucinam as criaturas.
As nobres conquistas da cultura e da tecnologia, que deslumbram pela
sua grandeza, não conseguiram modificar a estrutura moral do planeta, que estertora sob incessantes golpes de padecimentos inenarráveis.
Facilidades e glórias da inteligência empalidecem ante as aberrações
morais e os tormentos que tomam conta de todos os seres.
Acreditou-se que as aquisições de fora poderiam aplacar as angústias
e as necessidades internas.
O progresso, com a sua força incomum, diminuiu as sombras da
ignorância e projetou claridade nos abismos que as superstições e aventuras tentavam explicar de maneira mágica, colocando pontes de falsas interpretações.
Foram superadas as grosseiras expressões do primarismo, no entanto
terríveis condutas demonstram o seu equívoco.
Filosofias anárquicas trabalham em favor do gozo incessante dos
sentidos físicos, enquanto multidões alucinadas enxameiam nos pântanos da cegueira espiritual.
Conceitos vis são apresentados pelo materialismo cínico e dissolvem
a família em favor de novas tribos de dependentes de drogas consumptivas e desvario de conduta.
O barbarismo da destruição dos valores éticos, numa vergonhosa
batalha contra a ordem e o dever, ameaça a atual civilização com a vitória do caos e da agressividade.
Hordas de viciosos mantêm as bandeiras erguidas da desolação e do
prazer asselvajado, empurrando a vida para os antros da loucura.
Dizem os aficionados da destruição dos costumes éticos que o nada é
tudo que tem sentido, e a entrega à hediondez é a solução para culminar nas alienações e no suicídio.
Trevas densas dominam as paisagens morais e espirituais do planeta
terrestre.
Ameaças de guerras facultam as guerrilhas e os ódios domiciliares,
sociais, nos países que servem de campo de batalha para as nações poderosas e esfaimadas trucidarem vidas e culturas.
Parece um retorno existencial ao primarismo da evolução
antropológica, em cujo período predominavam os instintos em geral.
Nesse báratro, aturdem-se quase todas as pessoas que tropeçam nos
obstáculos dos perversos.
A Humanidade estertora, e o seu grito de dor quase não encontra
apoio ou socorro. Entretanto, no meio de tanta incúria e desolação, Espíritos abnegados laboram pela preservação do bem e pela manutenção dos ideais nobres da vida.
A Misericórdia de Deus não cessa de mandar aos redutos terríveis de
sofrimentos os recursos de amor e de esperança, a fim de atenuá-los e darem ensejo à reparação dos comportamentos nefandos.
Florescem nos rincões putrefatos bênçãos e renascem nos terrenos
vencidos pelas pragas e agressões vegetação de luz, para que não
desapareçam a bondade nem a benevolência.
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