Existe a riqueza, depois existe a riqueza real indiana do velho mundo – ilimitada, audaciosa, extravagante, muitas vezes beirando o ridículo, mas inegavelmente fascinante. Antes da chegada dos impostos, da abolição das bolsas privadas e da governação moderna, os governantes principescos da Índia viviam numa economia moldada inteiramente pela opulência. O ouro era moeda, a extravagância era herança e o significado de “demais” simplesmente não existia. Suas vidas parecem menos história e mais sátira. Eles compraram carros apenas para convertê-los em latas de lixo. Eles organizaram casamentos para cães. Eles encomendaram móveis de cristal sabendo muito bem que se alguém esbarrasse em uma cadeira, o palácio ouviria um estilhaço. Esses homens viviam num universo onde a imaginação era o único limite de gastos.
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