É surpreendente, hoje em dia, num compromisso real, que alguém não tente abraçar o rei.
Em poucos anos, o monarca – soberano, chefe de estado, chefe da Commonwealth e defensor da fé – passou de “quase divindade” intocável na imaginação pública a quase um de nós.
O rei Carlos III, que foi diagnosticado com câncer há quase dois anos e tem sofrido tratamento semanal desde então, tornou-se mais humano do que qualquer rei ou rainha antes dele e mudou a Coroa para sempre.
Sua mensagem, filmada há duas semanas, era longa e detalhada. Ele instou as pessoas a fazerem exames para detecção precoce, deu “os mais sinceros agradecimentos” aos que cuidam de pacientes com câncer e pediu orações de Natal para aqueles que ainda estão nas trincheiras do tratamento.
A linguagem era moderna – sua “jornada do câncer” – e claro: as pessoas acham que os testes são “assustadores, constrangedores ou desconfortáveis”, disse ele, mas depois ficam sempre “felizes por terem participado”.
O discurso, que foi seguido por um trecho casual de filme mostrando-o sentado e confortável diante da câmera, foi filmado para o Canal 4, onde o sentimento antimonarquia se estende a um “discurso alternativo de Natal” todos os anos.
Sua mensagem era paternal, transmitida como se um pai ou avô preocupado estivesse tentando convencer um parente hesitante.
Ele aprendeu em primeira mão como a detecção precoce pode fazer toda a diferença e quer repassá-la.
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