Bad Bunny, cujo nome verdadeiro é Benito Antonio Martínez Ocasio, fez história no domingo ao se tornar o primeiro artista de língua espanhola a ser a atração principal do show do intervalo do Super Bowl da NFL.
O artista de 31 anos, que garantiu o Prêmio Grammy como Álbum do Ano apenas sete dias antes de sua aparição no Super Bowl, cativou mais de 130 milhões de espectadores, tornando-se o show do intervalo mais assistido em Super Bowl história. Apesar das críticas lideradas pelo MAGA e das campanhas de boicote, a receita potencial da sensação porto-riquenha com seu set de 13 minutos pode chegar a nove dígitos, sugere a especialista em relações públicas Kayley Cornelius.
Os artistas que se apresentam no Super Bowl não recebem pagamento direto pela apresentação e são reembolsados apenas pelas despesas de viagem e produção. Estrelas como Bad Bunny normalmente aproveitam as oportunidades subsequentes geradas pela exposição massiva, visto que o campeonato da NFL está entre os eventos anuais mais assistidos da televisão.
Analistas do setor prevêem que o desempenho poderá render centenas de milhões de dólares por meio de receitas de ingressos para shows, vendas de mercadorias, receitas de streaming e parcerias corporativas, relata o Espelho EUA.
Representando OLBGa especialista em relações públicas Kayley Cornelius explica que, tanto do ponto de vista de relações públicas quanto de negócios, o Super Bowl representa “uma das plataformas de marketing mais poderosas que um artista pode acessar”, funcionando como um “outdoor global”.
O especialista do setor ressalta: “Com um público que regularmente ultrapassa 100 milhões de espectadores, a exposição é incomparável. Poucos minutos após o desempenho, os números de streaming aumentam, os catálogos anteriores voltam a entrar nos gráficos, o número de seguidores nas redes sociais aumenta e a demanda de pesquisa explode. Esse aumento imediato alimenta diretamente a receita de longo prazo”.
No final das contas, observa Kayley, “a ausência de uma taxa de desempenho é quase irrelevante, pois o retorno do investimento é enorme”, com Bad Bunny potencialmente “olhando para um pagamento de oito a nove dígitos, uma vez que as vendas de ingressos, mercadorias, experiências VIP e parcerias de marca sejam levadas em conta”.
Olhando além dos dólares e centavos, o especialista em marketing observa que há também “uma recalibração significativa da marca” após a apresentação de um artista no Super Bowl.
“O palco do intervalo não trata apenas de música, trata-se de autoridade cultural”, explica ela. “Ser selecionado posiciona um artista como um formador de opinião global, e não apenas um líder nas paradas. Essa mudança permite que eles recebam taxas mais altas em todos os níveis.”
Kayley enfatiza ainda que, do ponto de vista tático, “trata-se de alavancagem e não de pagamento”.
Subir ao palco em uma plataforma tão enorme significa que os artistas podem garantir “controle criativo, credibilidade e impulso em uma escala que nenhuma campanha paga poderia replicar”.
Bad Bunny está pronto para arrecadar mais de nove dígitos após seu desempenho inovador no Super Bowl e a visibilidade inestimável que acompanha a aparição durante o principal evento da NFL.
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