Reuters
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A lenda da salsa americana Willie Colón, o trombonista, vocalista e compositor pioneiro, morreu no sábado aos 75 anos, informou sua família em um comunicado.
“Enquanto lamentamos sua ausência, também nos alegramos com o presente atemporal de sua música e com as memórias queridas que ele criou e que viverão para sempre”, disse a família na página de Colon no Facebook.
A causa da morte não foi divulgada.
Nascido no Bronx, filho de pais porto-riquenhos, Colón gravou dezenas de álbuns, incluindo La Gran Fuga (The Big Break) em 1970 e El Juicio em 1972, segundo a Fania Records, gravadora que promovia a salsa.
Assinou com a Fania aos 15 anos e dois anos depois, em 1967, lançou seu primeiro álbum El Malo, que já vendeu mais de 300 mil cópias, segundo sua biografia no site da Filarmônica de LA.
A música de Colón combinava elementos de jazz, rock e salsa, incorporando os ritmos da música tradicional de Cuba, Porto Rico, Brasil e África, dizia a biografia.
“Um tema abrangente e significativo na música de Colón – que vem de muitas culturas e vários estilos diferentes – é a exploração das associações concorrentes que os porto-riquenhos têm com sua terra natal e com os Estados Unidos”, afirmou.
“Ele usa suas canções para retratar e investigar os problemas de viver nos EUA como porto-riquenho e também para sugerir as contribuições culturais que os porto-riquenhos têm a oferecer.”
Em 2004, ele recebeu um prêmio pelo conjunto da obra da Academia Latina de Artes e Ciências da Gravação.
Ativista social de longa data, Colón foi membro da Comissão Latina sobre AIDS e da Fundação das Nações Unidas para Imigrantes e foi membro do conselho do Congressional Hispanic Caucus Institute, de acordo com a biografia.
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