O roteiro, escrito por Hoover e Lauren Levine, foi um pouco atolado por algumas falas cafonas, colocações de produtos estranhas e muito óbvias e instruções de palco levemente desajeitadas para que todos respirassem o mais alto possível, entre outras coisas. Mas o filme me surpreendeu de várias maneiras.
Primeiro, foi PG-13. Não tenho nada contra o cena de sexo mas sinto que as coisas ficaram gratuitas ao longo dos anos. Sinto falta dos anos 2000 comédias românticas onde a maior parte do filme foi passada conhecendo a outra pessoa. O fato de que nada sério aconteceu entre Kenna e Ledger até o segundo ato, enquanto ainda comunicava efetivamente o enredo e os riscos emocionais, foi revigorante.
Havia também a diversidade de elenco que não parecia forçada. Para começar, temos um protagonista negro em um drama romântico, que não ocorre com a frequência que deveria. Withers, que apareceu em O repórter de Hollywoodde Classe NextGen de 2025interpreta um personagem que é ao mesmo tempo confiante e protetor, enérgico, mas gentil, muitas vezes certo de que está certo, mas disposto a admitir que está errado. Há também Monika Myers, a atriz e defensora da deficiência com Síndrome de Down que interpreta a atrevida vizinha/colega de trabalho de Kenna, Lady Diana. As peculiaridades de Lady Diana proporcionam um alívio cômico, mas, o que é mais importante, não às suas custas, e o roteiro não centra sua deficiência como sua identidade.
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