Durante anos, uma das coisas mais interessantes que aconteceram na noite do Oscar não estava no tapete vermelho. Estava escondido atrás de uma cortina, dentro de um pequeno estúdio cuidadosamente construído na festa do Oscar da Vanity Fair. Enquanto as câmeras lá fora perseguiam o espetáculo, lá dentro, Mark Seliger estava fazendo algo muito mais silencioso – e possivelmente mais revelador.
Desde 2014, fotografa atores, diretores e convidados inesperados em um espaço pensado de raiz todos os anos. Não houve grande produção, nem reflexão excessiva – apenas pessoas entrando por alguns minutos depois de uma das maiores noites de suas vidas. O resultado? Retratos que parecem menos fotos de celebridades e mais vislumbres de quem essas pessoas realmente são quando todo o resto desaparece.
Mais informações: Instagram | marcaseliger.com | youtube. com
© Foto: Mark Seliger
Todos os anos, o estúdio era reimaginado do zero. Em colaboração com um cenógrafo, um conceito completamente novo tomou forma – planejado durante meses e depois construído em apenas dois dias. O que começou como um estacionamento comum de Beverly Hills foi transformado quase da noite para o dia em um espaço cinematográfico de 5,5 x 9 metros, com cada ano apresentando seu próprio clima, texturas e linguagem visual distintos.
Entrando e tudo mudou. O barulho da noite desapareceu, substituído por algo mais controlado, mais intencional. Dentro desse ambiente cuidadosamente elaborado, as celebridades poderiam abandonar a formalidade do Oscar e adotar algo mais solto e pessoal. Não houve poses ensaiadas demais, nem falas para a imprensa – apenas um breve momento para brincar, experimentar e existir fora dos holofotes. E naquela pequena janela, algo inesperadamente real começou a surgir.
© Foto: Mark Seliger
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Com o tempo, o projeto tornou-se mais do que uma sessão de retratos. Evoluiu para um arquivo não oficial de Hollywood, construído não com base em manchetes ou prêmios, mas em momentos humanos sutis. Vencedores do Oscar ainda segurando suas estátuas, estrelas em ascensão apanhadas no meio do sobressalto, rostos familiares suspensos em algum lugar entre a exaustão e a adrenalina, tudo preservado de uma forma que parece ao mesmo tempo íntima e atemporal.
Reunimos 50 retratos de uma década deste projeto, momentos em que Hollywood, mesmo que por um segundo, deixou a performance escapar e algo mais real apareceu. Estas não são imagens moldadas pelas expectativas do tapete vermelho ou por personas públicas, mas vislumbres intermediários – mais silenciosos, menos cautelosos e muito mais reveladores. Juntos, eles formam um tipo raro de registro, não apenas de quem estava lá, mas dos momentos fugazes e intermediários que geralmente passam despercebidos.
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