- Bryan Cranston e Joaquin Phoenix lideram uma carta contra a fusão de 111 bilhões de dólares entre Paramount e Warner que ameaça a diversidade cinematográfica.
- Os criadores de Hollywood denunciam que haverá menos filmes nos cinemas e um controlo excessivo das histórias por parte de poucos poderosos.
- Organizações como Cinema United alertam que a falta de lançamentos pode provocar o fechamento massivo de cinemas nos Estados Unidos.
A indústria do entretenimento continua em pé de guerra devido a uma operação que pode mudar tudo; especificamente, mais de mil atores e diretores de Hollywood assinaram uma carta denunciando que a compra da Warner pela Paramount representa um perigo para o público.
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Figuras como Lily Gladstone e Tiffany Haddish garantem que esta megafusão só trará custos mais elevados e menos opções para os telespectadores; da mesma forma, os artistas temem que a produção renda menos filmes e que as histórias independentes percam espaço; consequentemente, a consolidação destes dois gigantes como a Paramount e a Warner reduziria drasticamente as oportunidades de emprego para milhares de trabalhadores; na verdade, os criadores consideram isto um declínio abrupto na qualidade e pluralidade do conteúdo atual.
O confronto de titãs: Paramount x Netflix e o futuro dos cinemas
Nesse sentido, a compra envolvendo Paramount e Warner, avaliada em 111 bilhões de dólares, representa mais do que uma questão de dinheiro, pois diz respeito a quem domina o que vemos na tela; portanto, o CEO da Paramount, David Ellison, defende a união após vencer a Netflix na licitação pela Warner Bros.
Embora Ellison tenha prometido lançar pelo menos 30 filmes por ano nos cinemas para acalmar as águas nos Estados Unidos, a corporação de Hollywood continua não convencida e mantém sua postura de rejeição; da mesma forma, a preocupação estende-se aos proprietários de cinemas, que temem ficar sem filmes para exibir se a produção se concentrar numa única entidade; neste sentido, a sobrevivência da experiência cinematográfica tradicional está em risco contra este monopólio; por esta razão, a vigilância das autoridades reguladoras será fundamental nos próximos meses.
Resistência cultural e apoio da comunidade latina
O impacto desta fusão afecta mais do que apenas os grandes nomes, pois afecta toda a estrutura que permite a diversidade no cinema, incluindo a comunidade latina que luta pela representação; além disso, coletivos liderados por Jane Fonda buscam a intervenção do governo da Califórnia para evitar que a cultura se torne um produto genérico.
A concorrência continua a ser vital para a existência de novas vozes e visões nos Estados Unidos, algo que os signatários da carta defendem como um pilar da democracia; da mesma forma, o Procurador-Geral da Califórnia já enfrenta pressão para monitorar que a aquisição não se torne um “fato consumado”; em conclusão, Hollywood enfrenta uma crise de identidade em relação à questão da Paramount e da Warner, onde os negócios parecem devorar a arte; por isso ficaremos muito atentos para ver se esta união consegue se completar ou se a pressão das estrelas consegue detê-la.
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