BAKERSFIELD, Califórnia (KGET) – Assistir “Lee Cronin’s the Mummy” é como colocar o rosto em um balde de vômito. Em algum nível estranho, você deve admitir que a experiência tem um certo grau de originalidade porque seria algo que não acontece todos os dias. Ao mesmo tempo, é algo que você não quer que aconteça nenhum dia, a menos que tenha um estômago incrivelmente forte.
É importante ter coragem intestinal quando Cronin dirige um filme porque ele perdeu todo o conceito de filme de terror. Ele não tem ideia de quão apertado o ritmo deve ser para criar a quantidade adequada de tensão. Cronin nunca enfrentou uma cena que não pudesse ser prolongada ao ponto do tédio.
Seu grande erro é que em vez de criar sustos, ele preenche a tela com sangue sem fim. A fórmula para um bom filme de terror é simples – o público deve estar assustado e não apenas enojado.
Havia esperança de que Cronin tivesse encontrado essa fórmula nos primeiros momentos de “Lee Cronin’s The Mummy”. O filme começa com uma das situações mais terríveis que um pai pode enfrentar – o rapto de um filho.
O jornalista Charlie (Jack Reynor) e sua esposa, Larissa (Laia Costa), estão criando seu filho e sua filha no Cairo até que a filha desaparece no deserto sem deixar rastros. Avançando oito anos, a família está tentando seguir em frente enquanto mora no Novo México. Passar daquele terror inicial do sequestro para o novo local esgota a pouca energia criada no início da produção.
É quando eles recebem a notícia de que sua filha foi encontrada e está viva. Aqui estão as boas e as más notícias. Eles têm sua filha, Katie (Natalie Grace), de volta, mas ela foi torturada usando algum tipo de método de mumificação.
Este é o ponto onde Cronin deve se esforçar para continuar o filme. Katie está uma bagunça, mas a mãe está convencida de que ela pode recuperar a saúde. Nenhum médico sensato sugeriria que uma paciente em condições tão terríveis melhoraria simplesmente indo para casa com a família. Mas o sangue deve continuar.
Cronin continua perdendo o foco enquanto o filme oscila entre a família tentando lidar com sua filha demoníaca e o policial egípcio (May Calamawy) tentando resolver o caso. Ambos tocam em um ritmo tão morno que toda a tensão desaparece.
Existem alguns esforços para colocar o filme de volta na trilha do terror, mas Cronin passa mais tempo apresentando cenas de ataques selvagens, carne sendo arrancada de um corpo como papel de embrulho, empalamento, canibalismo e uma variedade de cenas que são tão exageradas que chegam muito perto de serem cômicas.
O que mata qualquer humor é a maneira preguiçosa como Cronin tenta encontrar simpatia no público. Os cineastas que recorrem à tortura de crianças deixaram-se levar para a forma mais barata de manipulação possível.
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Não é assustador ver uma menina de oito anos perceber os palavrões mais vis ou arrancar os próprios dentes. É nojento ver um adolescente bater continuamente a cabeça na mobília. É impressionante que alguém veja esses momentos como entretenimento.
Mesmo tentar esconder a brutalidade do filme por trás da fachada de uma família dilacerada pela tragédia é uma farsa cinematográfica. É tudo supérfluo ao propósito do diretor de assumir a posição de que empanturrar-se de sangue irá satisfazer o apetite do espectador.
Isso não acontece.
Cronin tem alguns filmes que foram classificados como terror em seu crédito. Esses filmes não foram o tipo de sucesso que deu ao diretor o direito de ter seu nome no título do filme. Se seu estilo não mudar, pelo menos o nome de Cronin será um sinal de alerta de que o filme sempre buscará sangue em qualquer elemento assustador.
Dada a opção de ver “Lee Cronin’s the Mummy” ou o desafio do balde de vômito, a escolha deve ser muito fácil de fazer.
Crítica do filme
Lee Cronin é a múmia
Nota: D-
Elenco: Jack Reynor, Laia Costa, May Calamawy, Natalie Grace e Shylo Molina.
Diretor: Lee Cronin
Avaliado: R para sangue coagulado, uso de drogas, linguagem e violência.
Tempo de execução: 133 minutos.
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