Qual é a história
A Deezer, uma plataforma líder global de streaming de música, informou que quase 44% das novas faixas enviadas para seu serviço são IA-gerado.
A empresa recebe cerca de 75 mil faixas desse tipo todos os dias e mais de dois milhões todos os meses.
Apesar deste influxo maciço, o consumo destas músicas sintéticas permanece baixo, apenas 1-3% do total de streams.
Rastreamentos de IA em ascensão
A ferramenta de detecção de IA da Deezer, que monitora esse tipo de conteúdo desde 2025, sinalizou mais de 13,4 milhões de faixas como geradas por IA.
No entanto, uma grande parte desses fluxos é identificada como fraudulenta e desmonetizada pela plataforma.
Na verdade, um estudo recente da CISAC e da PMP Strategy alerta que quase 25% das receitas dos criadores poderão estar em risco até 2028 devido a esta tendência.
Músico ganhou US$ 10 milhões em royalties usando bots para transmitir músicas
Os atores fraudulentos estão cada vez mais inundando as plataformas com milhões de músicas geradas por IA e transmitindo cada uma delas apenas o tempo suficiente para obter receita.
Essa prática tem sido usada por músicos como Michael Smith, da Carolina do Norte, que supostamente ganhou quase US$ 10 milhões em pagamentos de royalties em várias plataformas de streaming usando esse método.
Smith carregou milhares de faixas geradas por IA e implantou bots para transmiti-las repetidamente em pequenos incrementos.
Impacto em artistas genuínos e resposta da Deezer
O uso de bots para manipular a contagem de reproduções tem um grande impacto nos algoritmos de recomendação de plataforma, dificultando a visibilidade de artistas genuínos.
Com o tempo, esses fluxos controlados por bots também distorcem os dados dos consumidores, dos quais os artistas dependem cada vez mais para planejar turnês, lançamentos e estratégias de marketing.
Para combater este problema e proteger os criadores genuínos, a Deezer introduziu um novo modelo de remuneração centrado nos artistas, com o objetivo de combater a fraude.
Novo modelo de remuneração para combater fraudes de streaming
O novo modelo de remuneração da Deezer limita os fluxos de usuários individuais a 1.000 para evitar que os bots aumentem artificialmente os fluxos para obter ganhos financeiros.
Se um único usuário ultrapassar esse limite, os royalties gerados para o artista serão reduzidos significativamente.
Este sistema poderá desempenhar um papel crucial na proteção dos artistas, limitando o impacto de práticas fraudulentas que distorcem a distribuição de receitas nas plataformas de streaming de música.
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