Antes da visita, um desafio diplomático para o Reino Unido foi o facto de Trump ser um fã entusiasta do rei e da monarquia, mas ter criticado o primeiro-ministro do Reino Unido e as suas forças armadas.
A visita de Estado procurou construir pontes entre o Reino Unido e os EUA, para além do foco na realeza.
“Não se trata de uma competição entre o rei e o governo”, disse o assessor real.
“O rei está lá para apoiar o governo, para ajudar o governo. Foi a pedido do governo, claro, que ele realizou esta visita.”
Não houve conferências de imprensa durante a visita de Estado, mas ainda houve sobrancelhas diplomáticas levantadas sobre Trump, que parecia sugerir que o rei estava mais próximo das suas próprias opiniões sobre a guerra com o Irão.
No seu discurso no jantar de Estado, Trump disse: “Derrotámos militarmente esse adversário em particular, e nunca vamos permitir que esse adversário – Charles concorda comigo ainda mais do que eu – nunca vamos deixar que esse adversário tenha uma arma nuclear”.
O Palácio de Buckingham suavizou isso, dizendo que estava em linha com a posição do governo do Reino Unido sobre a não proliferação de armas nucleares.
Mais tarde, porém, o presidente continuou a sugerir que o rei apoiava a sua linha em relação ao Irão – numa questão que causou atritos entre o governo do Reino Unido e a administração Trump.
“Se dependesse dele, provavelmente teria nos ajudado com o Irão”, disse o presidente, sobre as suas conversações com o “grande Rei”.
Não houve nenhum comentário do Palácio de Buckingham sobre isso.
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