Na década de 80, as jogadoras do Esporte Clube Radar eram gigantes. Elas lotavam arquibancadas e mostravam ao mundo a força do futebol brasileiro. Mas, longe dos holofotes, a realidade era cruel, patrocínios pesados e premiações em dólares eram retidos pelos dirigentes. Elas receberam migalhas, ouviram a mentira de que “o esporte não dava lucro” e foram impedidas de construir a segurança financeira que mereciam. Se houvesse justiça, ícones como Pelézinha, Roseli, Fanta e Cenira seriam milionárias. Em vez disso, a realidade cobrou delas o preço do pioneirismo, empregos informais, falta de apoio e lutas por auxílios básicos na Baixada Fluminense.
O futebol feminino hoje fatura milhões, mas ele tem uma dívida histórica com o Radar. Conhecer essa história é o primeiro passo para garantir que nenhuma outra atleta seja invisibilizada.
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