Princesa Aiko permanece excluída
A reforma deixa a Princesa Aiko, filha única de 24 anos do Imperador Naruhito e da Imperatriz Masako, inelegível para suceder ao seu pai.
A Princesa Aiko tornou-se um dos membros mais populares da Família Imperial, provocando crescentes apelos públicos para que a lei de sucessão fosse alterada para que ela pudesse tornar-se a imperatriz reinante.
Sob o domínio da linhagem masculina, porém, o trono passará primeiro para o irmão mais novo do imperador Naruhito, o príncipe herdeiro Akishino.
O segundo na fila é o filho de 19 anos de Akishino, o príncipe Hisahito, o único herdeiro homem elegível de sua geração.
O próximo na linha de sucessão é o Príncipe Hitachi, tio do Imperador Naruhito e irmão mais novo do Imperador Emérito Akihito.
A estreita linha de sucessão alimentou preocupações de que a monarquia poderia enfrentar uma grave crise de continuidade se o Príncipe Hisahito não tivesse um filho.
Conservadores defendem linhagem paterna
A primeira-ministra Sanae Takaichi e outros políticos conservadores apoiaram fortemente a preservação do sistema de sucessão por linha masculina.
Eles consideram uma linhagem paterna ininterrupta como central para a história e legitimidade da monarquia japonesa e têm resistido às propostas para permitir uma imperatriz reinante cujos descendentes pudessem estabelecer uma linha materna.
Takaichi já havia pedido discussões mais profundas entre os partidos políticos sobre a sucessão imperial estável e revisões da Lei da Casa Imperial.
Os defensores da lei revista dizem que ela oferece uma forma de manter o sistema de sucessão tradicional, ao mesmo tempo que aumenta o número de membros da realeza disponíveis para funções cerimoniais e públicas.
A disposição sobre a adopção poderia trazer homens de antigos ramos imperiais para o agregado familiar, embora permaneçam questões sobre se os candidatos adequados estariam dispostos a assumir responsabilidades reais.
Críticos alertam que reforma pode aprofundar crise sucessória
Observadores reais e especialistas constitucionais alertaram que continuar a excluir as mulheres pode deixar a monarquia com poucos herdeiros elegíveis.
Eles argumentam que a adoção de ramos masculinos distantes é menos sustentável e menos aceitável publicamente do que permitir que a própria filha do Imperador o suceda.
O Japão teve imperatrizes reinantes na sua história, embora os tradicionalistas apontem que elas eram consideradas soberanas temporárias e não estabeleceram linhas de sucessão através dos seus filhos.
Os críticos também dizem que a reforma reforça a desigualdade de género ao permitir que as princesas desempenhem deveres reais após o casamento, ao mesmo tempo que nega a elas e aos seus descendentes qualquer lugar na sucessão.
O número cada vez menor de membros da realeza já aumentou a carga de trabalho imposta aos membros existentes da família, todos adultos.
Debate dificilmente terminará
A legislação resolve o debate político imediato ao preservar a sucessão masculina, mas é pouco provável que ponha fim à discussão pública sobre o futuro da monarquia.
A popularidade da Princesa Aiko e a posição do Príncipe Hisahito como único jovem herdeiro do sexo masculino tornaram a sustentabilidade do sistema actual cada vez mais difícil de ignorar.
A opinião entre os legisladores conservadores continua firmemente a favor da manutenção da linha paterna, enquanto muitos membros do público apoiam a permissão de uma mulher herdar o trono.
A lei revista expande, portanto, o conjunto de pessoas que podem servir a Família Imperial sem alterar a regra central que está no cerne do dilema de sucessão do Japão.
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