1721: Decomposição, fezes e cheiro insuportável — O retrato mais podre da realeza europeia
O palácio mais famoso do mundo reluz sob o sol da manhã.
Você olha para aquelas fachadas douradas e pensa que está diante da civilização em seu ponto mais alto. Pensa que os homens e mulheres que habitam aqueles corredores são a encarnação da elegância, da saúde, do progresso humano. Afinal, são reis. São rainhas. São o próprio reflexo de Deus na Terra — pelo menos era o que eles mesmos diziam.
Mas Versalhes cheirava a esgoto a céu aberto.
Os corredores onde nobres desfilavam suas perucas empoadas eram os mesmos onde criados defecavam nos cantos. Os jardins simétricos e perfeitos, admirados por toda a Europa, eram margeados por valas de dejetos humanos. As festas que duravam dias inteiros aconteciam em salões onde o cheiro de suor, urina e perfume barato se misturavam num vapor quase sólido. E o rei? O Rei Sol, Luís XIV, o homem mais poderoso do mundo ocidental, tomava banho menos de dez vezes por ano.
1721: Decomposição, fezes e cheiro insuportável — O retrato mais podre da realeza europeia
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