O filme, assim como o livro, acompanha Lo Blacklock (Knightley), um jornalista que embarca em um novo iate de luxo, o Aurora. O iate também abriga vários VIPs, interpretados por gente como Waddingham, e parece que um deles poderia ser um assassino. Veja bem, Lo acha que testemunhou as consequências de um assassinato. A vítima? Uma mulher hospedada ao lado dela na cabine 10. O problema? Não há registro dessa mulher ter sido passageira do navio.
As mudanças entre o livro e o filme abundam desde o início (por que Lo está no barco, as profissões dos outros personagens, como ela conhece a mulher na cabine 10). Mas talvez a maior diferença seja que Lo de Knightley é totalmente diferente daquele do romance. O dela é muito mais bem-sucedido, confiante, sedutor e, bem, menos traumático (pelo menos para começar). É uma mudança chocante, mas, honestamente, torna o personagem muito mais fácil de assistir e torcer. O Lo do romance é mais parecido com os personagens principais de A Mulher na Janela e A garota no trem. A Lo do filme é uma jornalista premiada sem o mesmo nível de ansiedade paralisante. Ainda é um papel complicado para Knightley enfrentar (é revelado que Lo já testemunhou algo horrível), mas é muito mais palatável em termos de heroína de cinema.
Esse personagem inicial “juntos” também dá a Lo mais espaço para mudar quando as coisas começam a dar errado (também conhecido como quando ela pensa que viu alguém da cabine 10 exagerar).
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