Uma reportagem resgatou um episódio pouco lembrado da trajetória de Padre Marcelo Rossi: ele foi alvo de uma investigação interna do Vaticano que durou quase uma década — do final dos anos 1990 até cerca de 2009 — após a abertura de uma denúncia anônima feita por um religioso brasileiro. Segundo o colunista Ricardo Feltrin, a acusação dizia que o padre praticava “culto ao personalismo”, tinha exibicionismo excessivo em programas de TV e até transformava missas em algo parecido com “circo”, questionando se sua popularidade midiática desviava a fé católica tradicional.
A responsabilidade pela apuração foi da Congregação para a Doutrina da Fé, órgão que na época era liderado pelo então cardeal Joseph Ratzinger, futuro papa Bento XVI. Durante anos, essa congregação teria recebido vídeos com as participações de Rossi em programas como Domingo Legal e Domingão do Faustão, como parte da análise.
O padre e seu bispo ficaram próximos de serem chamados a prestar contas diretamente ao Vaticano, e a possibilidade de suspensão das atividades sacerdotais — como celebrar missas — foi considerada. No entanto, com a morte do papa João Paulo II em 2005 e a consequente reorganização da Igreja, essa punição acabou não acontecendo, e a investigação foi encerrada sem que ele fosse sancionado.
Apesar do episódio, Marcelo Rossi seguiu sua carreira e continua sendo uma das figuras religiosas mais populares do Brasil, conhecido por seus livros, CDs e pela evangelização nas mídias, algo que, para muitos, faz parte de seu serviço pastoral e não foi considerado incompatível com sua missão pela própria Igreja Católica.
#shorts #viral #celebridades
Video Source














