Maria Leopoldina era profundamente amada pelo povo brasileiro, e sua popularidade era ainda maior e mais expressiva do que a de Dom Pedro. O Rio de Janeiro acompanhava com grande preocupação a gravidade da doença da Imperatriz, e o embaixador do Reino da Prússia, Theremim, relatou com respeito as demonstrações públicas de amor que a Imperatriz recebia, descrevendo-as à corte de Berlim:
“A consternação entre o povo era indescritível; nunca […] se viu um sentimento tão unânime. O povo estava literalmente de joelhos, suplicando ao Todo-Poderoso pela preservação da Imperatriz; as igrejas não estavam vazias e nas capelas domésticas todos estavam de joelhos; os homens formavam procissões, não as habituais que quase sempre provocam risos, mas de verdadeira devoção. Em suma, tal afeto inesperado, manifestado sem dissimulação, deve ter sido uma verdadeira satisfação para a Imperatriz doente.”
No dia 7 de dezembro de 1826, o Diário Fluminense relatou que a ansiedade do povo do Rio de Janeiro era tão grande que todos procuravam incessantemente saber sobre o “estado aflitivo” da Imperatriz
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