A história da Rainha Sunandha Kumariratana, da Tailândia, é uma das mais trágicas da realeza asiática. Em 1880, grávida e acompanhada de sua filha pequena, ela estava a caminho do palácio de verão quando seu barco virou. Mesmo aos gritos por socorro, ninguém se atreveu a tocá-la — por conta de uma antiga lei que proibia plebeus de encostar na realeza.
Além da legislação severa, uma superstição local afirmava que salvar alguém de um afogamento traria a fúria do rio, condenando o salvador à m*orte. Assim, seus próprios súditos assistiram impotentes à tragédia.
Devastado, o rei Rama V construiu um memorial em sua homenagem e imediatamente revogou a lei que impediu o resgate da esposa. O caso de Sunandha impulsionou mudanças profundas na monarquia tailandesa e permanece até hoje como símbolo de tradição cega que custou vidas.
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