Na virada do milênio, a indústria musical enfrentou grandes mudanças tecnológicas, à medida que os ouvintes começaram a baixar ilegalmente os discos que antes visitavam as lojas para comprar. Uma ameaça semelhante paira hoje em torno da IA generativa, que muitos artistas e trabalhadores da indústria temem que possa desvalorizar a produção de música feita pelo homem, entre outras preocupações com direitos de autor. O Warner Music Group – que possui um portfólio robusto de gravadoras, incluindo Atlantic, Parlophone e Warner Records, além do braço editorial Warner Chappell Music – pretende aprender com o passado. Em vez de boicotar a nova tecnologia, o CEO Robert Kyncl diz que a WMG tem a missão de moldá-la. “A IA é um fenômeno em rápido crescimento”, diz Kyncl. “É muito importante que empresas como nós defendam artistas e compositores – façam isso cedo e junto com empresas de IA.” Para esse fim, o WMG está a adoptar uma abordagem em três vertentes: fazer lobby para a Lei SEM FALSIFICAÇÕESum projeto de lei federal bipartidário dos EUA que protegeria a voz e a imagem de todos os indivíduos contra recriações não autorizadas geradas por computador; forjando parcerias com as principais empresas musicais de IA, incluindo Suno, Udio e Klay, para garantir que as ferramentas de IA sejam treinadas em músicas licenciadas; e instalando cláusulas não negociáveis em cada acordo, inclusive que os artistas e compositores terão a opção de aceitar ou não qualquer uso de seu nome, imagem, semelhança ou voz em músicas geradas por IA. (Do lado do marketing, a WMG também está usando IA para aumentar a descoberta de artistas e o envolvimento dos fãs.) “Você precisa se preocupar com a indústria como um todo”, diz Kyncl. “É por isso que fazemos isso.” –Rachel Brodski
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