Várias empresas musicais processaram a Cox Communications, argumentando que o ISP deveria ser responsabilizado pela violação de direitos autorais cometida por alguns de seus assinantes. O Tribunal de Apelações do Quarto Circuito concordou, adotando um padrão de “contribuição material” para a responsabilidade contributiva por direitos autorais (uma regra para quando os provedores de serviços podem ser responsabilizados pelas ações dos usuários). O tribunal de primeira instância disse que a prestação de um serviço que poderia ser usado para infração é suficiente para criar responsabilidade quando um cliente infringe.
A regra do Quarto Circuito ameaça consequências devastadoras para o público. O encerramento de uma conta de ISP não afeta apenas uma pessoa acusada de compartilhamento não autorizado de arquivos – ele corta residências, escolas, bibliotecas ou empresas inteiras que compartilham uma conexão com a Internet.
- As bibliotecas públicas, que fornecem acesso à Internet a milhões de americanos que não a têm em casa, poderão perder serviços essenciais.
- Universidades, hospitais e governos locais poderão ver o acesso à Internet interrompido para comunidades inteiras.
- Os agregados familiares – especialmente em comunidades de baixa renda e de cor, que partilham desproporcionalmente ligações de banda larga com outras pessoas – enfrentariam punição colectiva pelas alegadas acções de um único utilizador.
Com mais de um terço dos americanos tendo apenas um ou nenhum provedor de banda larga, muitos usuários não teriam como se reconectar depois de cortados. E dada a importância do acesso à Internet para a educação, o emprego, os cuidados de saúde e a participação cívica, as consequências da rescisão são graves e desproporcionais.
A EFF apresentou um amicus brief pedindo ao Tribunal que rejeitasse o teste de “contribuição material” infundado do Quarto Circuito, reafirmasse que a lei de patentes fornece a estrutura correta para a responsabilidade secundária e deixasse claro que a Constituição exige que os direitos autorais sirvam ao bem público. O Tribunal deve garantir que a aplicação dos direitos de autor não comprometa o acesso à Internet, do qual depende a participação na vida moderna.
A Suprema Corte realizará uma audiência sobre o caso em 1º de dezembro. Enquanto isso, você pode ler nosso amicus brief aqui.
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