Selecionado pelo Tajiquistão, mas não aceito pela Academia para competir na categoria de longa-metragem internacional do Oscar, “Coelho Preto, Coelho Branco” começa ambiciosamente, com uma famosa citação do dramaturgo Anton Tchekhov sobre configurações e recompensas – sobre como, se uma arma for estabelecida em uma história, ela deve disparar. Momentos depois, uma longa tomada convidativa envolvendo um jovem vendendo um rifle antigo termina em uma tragédia ridícula, sinalizando uma série de eventos igualmente ridículos que se tornam cada vez mais estranhos. O filme, do diretor iraniano Shahram Mokrise desdobra de maneiras intrigantes (embora prolongadas), distorcendo suas fronteiras metaficcionais até que elas substituam seus personagens ou qualquer significado subjacente.
Ainda assim, é um exercício nada desinteressante de explorar os contornos da narrativa, contada através de numerosas vinhetas tematicamente interligadas. A citação inicial de Chekhov, embora possa chamar a atenção para pequenos detalhes que acabam sendo insignificantes, garante uma maior consciência do artifício do filme,…
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