Com o documentário “Yo (Love is a Rebellious Bird)”, Anna Fitch e seu codiretor e marido Banqueiro Branco parecem ter decidido fazer um filme sobre a vida, que, durante a sua longa duração de uma década, se transformou num filme sobre a morte. Para homenagear seu falecido amigo Yolanda Sheaou Yo – um artista suíço 50 anos mais velho que ela – Fitch, um marionetista californiano, recria obsessivamente modelos em miniatura da casa e do bairro de Yo, cujas cenas são intercaladas com entrevistas de seu falecido companheiro de quando ela estava viva. O resultado é um projeto sentimental de artes e ofícios que ganha forma cinematográfica, de maneiras que ocasionalmente confundem a linha entre a realidade e a representação artística.
Começa com imagens estáticas das radiografias de Yo, enquanto as imagens de seus quadris artificiais são pontuadas por conversas divertidas entre a dupla, cuja enorme diferença de idade não é obstáculo para o amor que compartilham. Estas logo dão lugar a montagens, colagens,…
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