Nova Música Latina é uma compilação das melhores novas músicas e álbuns latinos recomendados por Painel publicitário Latim e Outdoor em espanhol editores. Confira abaixo as escolhas desta semana.
Yami Safdie e Alejandro Sanz, “Cuéntame” (Warner Music Latina)
O cantor e compositor argentino Yami Safdie e o ícone espanhol Alejandro Sanz unem forças em uma comovente canção de amor que é tão simples quanto profunda em sua musicalidade e letras. Em “Cuéntame”, o calor vocal de Safdie encontra a intensidade interpretativa de Sanz enquanto eles perguntam com interesse sobre a vida um do outro, na esperança de iniciar um relacionamento. “Diga-me, qual é o seu plano? Quais são os seus sonhos?/ Por acaso eu me encaixo em algum deles?/ Ainda há tanta coisa para eu saber/ Diga-me”, diz parte do refrão. Descrita em um comunicado à imprensa como “uma ode ao amor: eterno, universal e profundamente sentido”, esta comovente balada pop serve como a primeira prévia de Querida Yo Deluxea próxima versão estendida do terceiro álbum de Safdie. – SIGAL RATNER-ARIAS
Leon Larregui, Manifestado de um tremendo delírio (EMI/Universal Music México)
Para seu quarto álbum solo, o vocalista da banda mexicana de rock Zoé elaborou seu trabalho mais pessoal e introspectivo até agora. O fio condutor deste LP é o rompimento com a mulher que foi sua companheira durante anos e mãe de seu filho; à medida que o álbum se desenrola, ele evolui para uma reflexão sobre a perda, as várias formas de amor e a descoberta da luz no fim do túnel. Liricamente, apresenta uma fragilidade emocional que expõe seus sentimentos mais intensos. Musicalmente, o cantor e compositor nos apresenta 13 faixas de elegância sonora, com toques eletrônicos e guitarras hipnotizantes que transmitem nostalgia e ao mesmo tempo refletem a alegria transbordante de quem superou uma crise emocional.
O set abre com o single “Bruma”, uma balada sensorial que oferece uma prévia da jornada que as músicas subsequentes os levarão. Em “Se Me Va”, o músico surpreende-nos com um aceno ao bolero, enquanto em “Cometas” revela a sua veia social e humanista ao chamar a atenção para a situação em Gaza. “ROTURA” se destaca como outra das baladas mais intensas do álbum, trazendo confissões sinceras endereçadas a um ente querido, enquanto “Strainstation” conta uma cena de despedida, com sons eletrônicos instigando o ouvinte a seguir em frente. Mais uma vez, Larregui montou um “dream team” francês liderado por Adán Jodorowsky e composto por Vincent Polycarpe (bateria), Victor Mechanik (guitarras, sintetizadores) e Fabrice Colombani (percussão) – os mesmos colaboradores com quem trabalhou anteriormente em seu primeiro álbum solo, Solstis (2012). Manifesto De Un Tremendo Delirio é, em todos os sentidos, sem dúvida o álbum mais significativo de Larregui até hoje. – NATÁLIA CANO
Jasiel Nuñez e Ximena Sariñana, “Corazonada” (Double P Records)
Jasiel Nuñez, um dos jovens talentos da música mexicana, levou a cantora e compositora Ximena Sariñana a explorar um reino completamente diferente em sua carreira com “Corazonada”. Esta fusão do pop contemporâneo com os sons da nova geração da música regional mexicana reúne duas vozes muito diferentes, entregando com sucesso a dose de romantismo que as letras exigem. “Estar com você cheira a perigo/ É sabido que o amor pode ser prejudicial/ Se o rio ruge, certamente carrega água/ Mas com ela, acho que pode valer a pena”, diz a letra. A música abre com a voz distinta de Sariñana, dando lugar a guitarras de estilo sierreño que ocupam o centro do palco. A melodia suave é acompanhada por uma charcheta e outros sons experimentais, criando um delicioso híbrido. O colorido videoclipe foi filmado em Xochimilco – um bairro icônico nos arredores da Cidade do México conhecido por seus passeios de barco a bordo de navios conhecidos como trajineras. – TERE AGUILERA
Draco Rosa, “Colores de Ayer” (Sony Music Latina)
“Colores del Ayer” de Draco Rosa parece um sussurro da alma que se desenrola silenciosamente no coração do ouvinte. Ancorada em guitarras de aço e tons meditativos, a faixa conta um tipo raro e quase sagrado de intimidade com a vida. Ele começa suas reflexões com perguntas: “Quem amamos? Por que amamos? Como amamos?” — mas em vez de oferecer respostas, ele pinta um cenário poético de gratidão, memória e amor duradouro. Letras como “em um mundo de caos, seu amor é minha calma” cortam o barulho de um ambiente inquieto. “Colores del Ayer” irradia paz, mas é conquistada com dificuldade. Este é o segundo single do próximo álbum de Draco Rosa Olas de Luz álbum, onde o músico continua a criar música de tendência existencial mergulhada em energia enigmática, quase espiritual. – ISABELA RAYGOZA
Melanie Santiler, “TODO SE ME DA” (MamiFinaRecords)
Naquele que se torna seu primeiro single de 2026 – e o primeiro em quatro meses após “Deja La Sonsera” – Melanie Santiler lança “TODO SE ME DA”. Co-produzida por Javier Sampedro, Yoyi Lagarza e Drumglass, a música está enraizada em um som pop alternativo misturado com uma melodia de repertório ousada que é apoiada pela distinta contundência do gênero. chave instrumentação. Além disso, o recém-chegado cubano – um antigo artista latino da Billboard On the Radar – está tão feroz e sem remorso como sempre, entregando versos afiados que são tanto para os que odeiam, como também servem como uma forte manifestação sobre abundância e prosperidade. “Tudo vem naturalmente para mim – perfeitamente/ Não merecemos nada menos; nascemos com talento/ Tudo vem naturalmente para mim – perfeitamente/ Agora estou vivendo o que antes era apenas um sonho”, canta Santiler com seus vocais açucarados, porém exigentes e potentes. – Jéssica ROIZ
Edgardo Nuñez e Xavi, “Vengache Pa’ Aca” (Warner Music Latina)
Pela primeira vez, duas das estrelas em ascensão da nova geração da música regional mexicana vinda de Phoenix unem forças numa colaboração, fazendo-o com um ingrediente extra inesperado: rock and roll. Uma introdução que lembra “Jailhouse Rock” de Elvis Presley se mistura ao acordeão de uma forma tão surpreendente que subitamente mergulha o ouvinte em um som inimaginável que se mostra altamente agradável – ainda mais quando o ritmo da cumbia é adicionado à mixagem. A letra de “Véngache Pa’ Acá“ – em que os cantores convidam uma garota para dançar – traz o estilo característico de Xavi: fácil de aprender, descomplicado e, acima de tudo, divertido. Quanto ao videoclipe, ele foi filmado em uma lanchonete na Cidade do México, capturando toda a atmosfera da década de 1950 – incluindo milkshakes – embora apresentando dançarinos se apresentando no estilo norteño do Texas. – TA
Linha Pessoal, Todo Ø Nada (Registros de Street Mob/ATB)
Em algum lugar entre a luxúria e o hedonismo, TODO Ø NADA se desenrola como um passeio noturno pelas ruas iluminadas por neon – em partes imprudentes e reflexivas. Assinado com a Street Mob Records, o grupo baseado em Stockton, Califórnia, se apoia totalmente em sua energia imparável, fascinante requintose som que ultrapassa limites. Faixas como “Por LA”, com Fuerza Regida, pulsam com bravatas cinematográficas, enquanto “Los Cadetes” e “Sin Sueño” são odes sem remorso à devassidão, brilhando com referências de alta moda e misturadas com histórias de excesso. Mas a Linea Personal também sabe quando tirar o pé do acelerador; “ÜLALA” e “Ninguna Sabe A Ti” (com participação de Eddy) desaceleram, revelando uma dimensão romântica, introspectiva e com melodias mais delicadas. Com seu segundo álbum, a banda continua a impulsionar o movimento dos corridos tumbados – ousado, irreverente e inteiramente próprio. – RI
Cuarto Poder, “Nos Fuimos Pa La Calle” (Holy Sound Records)
O grupo de rap venezuelano Cuarto Poder fez um retorno surpresa com seu primeiro lançamento em mais de 15 anos, chamado “Nos Fuimos Pa’ La Calle”. A faixa poderosa é mais do que apenas um retorno, é um tributo emocionante e uma carta de amor sincera a um de seus membros, Lennin Perez – um sobrevivente do câncer e um guerreiro incansável que serve de inspiração na comunidade do rap latino. “Lenin MC tem sido uma pedra angular em nossa jornada como Quarto Poder… mas, além disso, ele tem sido um irmão e amigo em nossas vidas”, expressou o grupo em uma postagem no Instagram. Nesta faixa, Apache, Cotur, Psycho, El Rojo e Lennin ministram uma master class de hip-hop, lembrando aos ouvintes como Cuarto Poder definiu uma geração e é um verdadeiro pioneiro na cena rap venezuelana. Com melodias de piano e trompete, cada verso está imbuído de mensagens de esperança e resiliência, refletindo o espírito inabalável do grupo. Como Lennin canta: “Não importa o quão difícil seja, você sempre tem que acreditar”. – INGRID FAJARDO
Dairon Gavilan e Anna Bensi, “Mi Tierra” (Plus Media)
Dairon Gavila – um artista cristão popular na cena musical cubana – e a emergente Anna Bensi uniram forças para enviar uma mensagem poderosa em “Mi Tierra”. Sonoramente, a faixa (produzida e composta por Gavilan) é uma canção folk melancólica acompanhada por riffs de guitarra chorosos e uma música de tirar o fôlego. cajón. Liricamente, a dupla faz uma declaração sobre fé, esperança e resiliência em meio à turbulência política em Cuba. “Quero que minha terra se levante novamente para ver o sol/ Para curar suas feridas, para não sentir medo/ Para seguir, passo a passo, a voz do Salvador/ Quero que minha terra seja preenchida com Seu amor”, Bensi canta com paixão.
“Mi Tierra” (a minha terra) surge na sequência da ascensão de Bensi nas redes sociais como um activista moderno, que usou corajosamente a Internet para se manifestar contra o regime cubano. “Quando dizemos ‘Cuba para Cristo’ – longe de dividir, excluir, doutrinar ou odiar – a nossa intenção como cristãos é proclamar uma mensagem de esperança e libertação para o povo cubano. Jesus é a melhor solução”, expressou o artista de 21 anos numa história no Instagram na véspera do lançamento da canção. – Jr.
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