JACARTA – A tendência de utilização de inteligência artificial ou inteligência artificial (IA) na indústria musical global atingiu um ponto bastante preocupante e irónico.
O serviço francês de streaming de música Deezer acaba de divulgar dados chocantes afirmando que quase metade do total de músicas enviadas para seu serviço todos os dias são resultado da tecnologia de IA.
Apesar do grande número, a realidade no terreno mostra que os ouvintes não estão interessados em consumir amplamente obras não humanas.
Deezer observa que atualmente existem cerca de 75.000 novas faixas criadas por IA entrando em seu sistema todos os dias. Este número inclui cerca de 44% do total de uploads diários na plataforma.
Esse pico é considerado muito extremo se você observar os dados históricos da empresa; em janeiro do ano passado, o conteúdo de IA representava apenas 10%, depois subiu para 28% em setembro, até finalmente atingir 44% hoje.
Este fenómeno prova que as barreiras técnicas à produção musical ruíram, permitindo a qualquer pessoa inundar o mercado com conteúdos digitais num curto espaço de tempo.
Curiosamente, o domínio desta quantidade não é proporcional à popularidade. Deezer revelou que as músicas geradas por IA representam atualmente apenas um a três por cento do tempo total de audição dos usuários em geral.
Isto indica uma grande lacuna entre o volume da produção musical de IA e o interesse orgânico do público, que ainda parece preferir obras autênticas de músicos.
Além disso, a Deezer também está firme na instalação de uma ferramenta de detecção de IA a partir do início de 2025 para marcar o conteúdo. Esta medida é tomada para garantir transparência aos usuários e, ao mesmo tempo, evitar que os royalties sejam pagos apenas a músicos reais.
O CEO da Deezer, Alexis Lanternier, enfatizou que este fenômeno não é mais apenas uma questão marginal que pode ser ignorada pelas partes interessadas na indústria musical. Segundo ele, a ação coletiva é necessária para manter a integridade do ecossistema artístico.
“A música gerada pela IA está agora longe de ser um fenómeno marginal e à medida que as submissões diárias continuam a aumentar, esperamos que todo o ecossistema musical se junte a nós na tomada de medidas para ajudar a proteger os direitos dos artistas e promover a transparência para os fãs”, disse Lanternier, citado pela NME, terça-feira, 5 de maio.
Ele também acrescentou que, graças às medidas proativas tomadas há um ano, seu partido conseguiu minimizar as fraudes relacionadas à IA e aos pagamentos no sistema de streaming.
Contudo, o desafio para os ouvintes acaba por ser muito mais complicado do que se imagina. Com base em um estudo realizado pela Deezer em conjunto com a empresa de pesquisa Ipsos com 9.000 entrevistados em oito países, descobriu-se que 97% das pessoas não conseguem distinguir entre música feita por humanos e música de IA.
Cerca de 52% dos entrevistados admitiram que se sentiam desconfortáveis quando não sabiam se o que ouviam era real ou produzido por máquina, enquanto 51% estavam preocupados com o facto de o uso excessivo da IA produzir música que soasse barata e genérica.
Esta condição está subjacente à decisão da Deezer de remover recomendações algorítmicas sobre conteúdo de IA, para que os ouvidos dos ouvintes ainda estejam protegidos do “lixo digital”.
Este passo decisivo não foi dado apenas pela Deezer. O Spotify também confirmou recentemente que removeu cerca de 75 milhões de músicas categorizadas como spam e contas direcionadas que imitavam a identidade de músicos.
Esta etapa segue vários relatos sobre o uso indevido do perfil de músicos falecidos por indivíduos irresponsáveis para fazer upload de músicas de IA sem permissão.
As versões em inglês, chinês, japonês, árabe e francês são geradas automaticamente pela IA. Portanto, ainda pode haver imprecisões na tradução. Por favor, sempre veja o indonésio como nosso idioma principal.
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