PRECISO SABER
Depois de se formar na escola de balé, Alexander Marmolejos Durán lutou para conseguir trabalho e visto
O dançarino passou mais de quatro anos longe da família na República Dominicana
Ele diz que a saudade de casa e a incerteza o deixaram questionando se ele poderia continuar praticando balé
Durante anos, Alexander Marmolejos Durán acreditou que se tornar um dançarino profissional seria a parte mais difícil de sua jornada. Afinal, ele já havia lutado pela oportunidade de estudar balé, mudou-se para Nova York e passou anos trabalhando em prol de um sonho que muitos consideravam impossível.
Então ele se formou.
O que se seguiu não foi o final triunfante que ele havia imaginado. Em vez disso, o jovem de 25 anos enfrentou um novo desafio: descobrir como permanecer no país e construir a carreira que tanto sacrificou para seguir.
Crédito: Alexander Marmolejos Durán
Tornar-se dançarino profissional não foi o objetivo que Durán imaginou que seria. Após a formatura, ele se viu enfrentando um exaustivo processo de visto, lutando para encontrar trabalho e se perguntando se conseguiria permanecer nos Estados Unidos.
“Depois de me formar, fiquei alguns meses sem encontrar emprego e, para solicitar visto de trabalho, precisei de pelo menos três contratos de empresas diferentes e inúmeros requisitos”, conta à People.
A pressão aumentou rapidamente. Advogados, burocracia e despesas crescentes passaram a fazer parte de seu cotidiano enquanto ele buscava oportunidades e tentava provar que pertencia à profissão que vinha perseguindo há anos.
“Eu não sabia se conseguiria ficar, trabalhar e continuar com meu objetivo”, diz ele.
Crédito: Alexander Marmolejos Durán
O preço emocional foi agravado pela distância. Enquanto trabalhava para se estabelecer como dançarino, Durán tomou a difícil decisão de permanecer nos Estados Unidos em vez de voltar para casa, temendo que isso pudesse comprometer o futuro que ele tanto trabalhou para construir.
“Faz quatro anos e meio que não viajo para a República Dominicana”, diz ele.
A separação pesou muito sobre ele. Mesmo depois de anos superando obstáculos, houve momentos em que o sonho não parecia mais tão claro como antes.
“Senti muita falta da minha família e me recusei a pedir demissão e ir embora sem pelo menos tentar obter meu visto de trabalho”, diz Durán. “Todo esse processo me deixou desanimado por muito tempo.”
A experiência o surpreendeu. A essa altura, ele já havia alcançado marcos que antes pareciam impossíveis, incluindo estudar na Joffrey Ballet School, desempenhar papéis principais e graduar-se no mundo profissional.
Olhando para trás, ele diz que ingressar em uma companhia de balé profissional ainda parece surreal. No entanto, a conquista não apagou os desafios que surgiram com a construção de uma vida longe de casa.
Crédito: Alexander Marmolejos Durán
“Ter conseguido entrar em uma companhia de balé profissional ainda me parece surreal porque muitas vezes duvidei se conseguiria ou não”, diz ele.
Essas dúvidas não eram inteiramente novas. No início de sua vida, Durán muitas vezes questionou se seria capaz de atingir as metas que estabeleceu para si mesmo, mesmo quando as pessoas ao seu redor acreditavam o contrário.
Uma memória em particular se destaca. Ao preencher um formulário que acabaria mudando seu futuro, ele se lembra de ter dito a um amigo que achava que não conseguiria fazê-lo.
“Ele disse: ‘Mas a verdade é que você não tem nada a perder’”, lembra Durán. “Foi quando comecei a ver que era muito possível.”
Anos mais tarde, essa lição permaneceu com ele. Mesmo durante períodos de solidão e incerteza, ele continuou avançando um passo de cada vez.
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Hoje, os sacrifícios parecem valer a pena. Durán dividiu o palco com dançarinos que um dia admirou, viajou internacionalmente e construiu a carreira profissional que sonhou quando adolescente.
Para qualquer pessoa que enfrente seus próprios obstáculos, ele espera que sua história sirva como um lembrete de que os momentos difíceis não precisam definir o final.
“Às vezes, ou quase sempre, basta muita paixão e coragem para se tornar o que você deseja ser”, diz ele. “Sempre me lembro que pertenço aonde quero estar, porque esse é o meu verdadeiro destino.”
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