“Acho que muitos dos filmes que fiz, mesmo sem querer, foram baseados em coisas reais”, diz Van Sant com sua familiar mistura de eufemismo e curiosidade. “Esse é um gênero, eu acho. Sempre fui atraído pelo que leva as pessoas a fazerem o que fazem.”
Em “Fio do Homem Morto”, O último filme de Van Sant, que estreou no AFI Film Festival no sábado, esse fascínio se torna eletrificado – literalmente. O drama histórico de crime verdadeiro, baseado no caso real do refém de Tony Kiritsis em 1977, se desenrola como uma panela de pressão entre o desespero e o espetáculo.
“Quando li o roteiro”, lembra ele, “havia links embutidos nele – você podia clicar neles e ouvir as ligações reais para o 911. Tony falava tão rápido, como Scorsese viciado em cocaína, contando piadas e perdendo a paciência. Eu pensei: ‘Este é um personagem incrível’”.
As palavras de Van Sant carregam uma emoção silenciosa,…
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