Políticos de todo o mundo estão preocupados com a possibilidade de vídeos falsos deles próprios serem usados para espalhar desinformação. Mas na Irlanda, esse vídeo faz parte do mais recente esforço de lobby do órgão da indústria musical IRMA.
Para ser claro, este deepfake foi feito com a total permissão do político – Malcolm Byrne – em que se baseou. A IRMA mostrou-o como exemplo num briefing para membros do parlamento irlandês esta semana.
“A manifestação destacou o potencial uso indevido de tal tecnologia tanto na indústria musical como na vida política e as possibilidades do seu uso ético e legal”, disse a IRMA no seu resumo pós-briefing.
O objectivo da reunião era convencer os políticos dos potenciais danos económicos que a utilização não licenciada de música protegida por direitos de autor para treinar modelos de IA poderia causar, com a IRMA a observar que o adulto irlandês médio gasta quase 800 euros por ano em música, produtos e eventos ao vivo.
“A música irlandesa é uma história de sucesso global, com verdadeiro valor social, cultural e económico. A IA tem o potencial para criar novas oportunidades, mas deve operar dentro de uma estrutura que respeite a lei e valorize a criatividade humana”, disse David Kitching da IRMA num comunicado.
“Se não conseguirmos fazer cumprir as proteções dos direitos de autor na era da IA, corremos o risco de minar um setor que vale mil milhões de euros anualmente e os milhares de meios de subsistência que apoia.”
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