A tecnologia está em uma batalha sem fim pela nossa atenção. Quer seja o mais recente documentário alucinante ou o mais recente gadget que promete mudar o jogo, há sempre algo brilhante a competir pelo nosso foco.
Caso em questão: meu contínuo Jesus x Netflix dilema. Para ser honesto, a Netflix está ganhando com muita frequência.
Ironicamente, na década de 1950, alguns pastores chamavam a TV de “a caixa do diabo”. Avançando 70 anos, um estudo de Barna descobriu que os cristãos praticantes na verdade assistem mais TV do que os não-cristãos. Ops.
Eu adoro me divertir. Eu assisto temporadas em dias, caio na toca do coelho no YouTube e, sim, até fico com programas ruins por pura teimosia. Entretenimento é minha linguagem de amor. Mas aqui está o chute: se eu investisse tanta energia em minha vida espiritual, provavelmente seria uma bengala luminosa ambulante da glória de Deus – ou pelo menos teria mais alguns versículos bíblicos memorizados.
E eu sei que não estou sozinho.
A obsessão do entretenimento
Estamos fisgados. As pessoas mudam suas dietas depois de assistir a documentários sobre comida na Netflix. Outros levam o PTO para a maratona Liberando o mal. (Sem julgar; eu entendo.) E se você está lutando para se conectar com alguém na igreja, apenas mencione o que você está comendo – é conversa fiada instantânea.
Mas o problema é o seguinte: como Jesus compete com o barulho constante? Como podemos diminuir o volume do entretenimento para aumentar a admiração e a fome por Ele?
Talvez o verdadeiro problema não seja o entretenimento em si, mas o por que por trás disso. Estamos desesperados para nos inspirar, para escapar da monotonia da vida cotidiana e para encontrar uma história que nos dê um propósito. Então, rolamos, transmitimos e comemos. Mas e se estivermos procurando nos lugares errados?
Jesus: o contador de histórias original
Não esqueçamos que Jesus era um mestre contador de histórias. Suas parábolas – sobre ovelhas perdidas, filhos rebeldes e agricultores duvidosos – eram tão convincentes quanto qualquer drama da Netflix. Ele era provocativo, imprevisível e impossível de caber em uma caixa.
Jesus não tratava apenas de entregar a verdade; Ele fez disso uma experiência. Ele realizou milagres que deixaram as pessoas sem palavras, virou a mesa e desafiou o status quo. Ele é o tipo de história em que você não consegue parar de pensar.
E aqui está a melhor parte: a história dele deve ser a nossa.
Mike Yaconelli escreveu uma vez: “Quero uma vida inteira de momentos sagrados… uma fé que seja gloriosamente traiçoeira.” Esse é o tipo de vida para a qual fomos criados – uma vida que parece mais uma aventura épica do que uma experiência de visualização passiva.
A verdadeira competição
Não se trata de sair da Netflix ou jogar fora sua TV. O entretenimento não é o inimigo. Mas quando deixamos que isso domine o nosso tempo, corremos o risco de perder a história maior – a vida crua, não editada e imprevisível de seguir Jesus.
O irmão Lawrence, um monge do século XVII, escreveu certa vez sobre experimentar a presença de Deus no dia a dia. Esteja você assistindo a um show ou lavando a louça, Deus não está verificando quando você não está “sendo religioso”. Ele está lá, pronto para te encontrar no meio de tudo isso.
Mas às vezes precisamos pausar o barulho. Não para ser legalista, mas para lembrar o que realmente importa. A Netflix pode ocupar algumas horas do meu tempo, mas Jesus tem meu coração para sempre. A chave é viver como se isso fosse verdade.
Então, não, Netflix – não vou clicar no “Próximo episódio”. Hoje não. Hoje estou em sintonia com o Autor e Aperfeiçoador da minha fé, Aquele que escreveu a maior história já contada e me convidou a vivê-la.
Porque as melhores histórias não são aquelas que assistimos. São eles que vivemos.
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