Houve muitos desses momentos elegantemente coreografados nesta visita rápida ao Vaticano, uma cidade-estado onde cada canto poderia ser um cartão postal, rangendo sob o peso de sua própria história e esplendor arquitetônico.
Na Capela Sistina, os coros católico e anglicano cantavam literalmente a mesma partitura. As imagens de harmonia e unidade estavam presentes em abundância. As igrejas outrora hostis eram agora as amigas mais próximas.
Rodeado de obras-primas renascentistas, este foi um encontro num dos grandes berços da civilização ocidental. Amante da arte, da música e da religião, esta deve ter sido uma grande ocasião para o rei Carlos.
Mas, na verdade, mais tarde naquele dia pareceu haver um momento mais intenso, algo que deu ao Rei e à Rainha a oportunidade de fazer uma pausa para orações e reflexões mais privadas.
Na igreja de São Paulo Fora dos Muros desceram alguns degraus até o túmulo de São Paulo, um dos apóstolos de Cristo. Foi como caminhar até as raízes do cristianismo. Eles esperaram ali um momento e algumas orações foram recitadas.
O Rei e a Rainha, que mudaram para uma roupa branca depois de vestirem preto para se encontrarem com o Papa, voltaram a subir pelo corpo principal da igreja, onde outra congregação esperava. Talvez eles pudessem ter passado mais alguns minutos em um lugar tão simples e sagrado.
Mas eles voltaram para a enorme e maravilhosamente decorada basílica acima. Mesmo para os padrões épicos das igrejas de Roma, esta era notavelmente massiva, com coros mais uma vez preenchendo os tetos opericamente altos.
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