LOS ANGELES (AP) – Poucos artistas de sua época confundiram os limites entre o sagrado e o sensual como D’Angelo, que morreu terça-feira aos 51.
Com a sua voz inconfundível, musicalidade enraizada e devoção ao artesanato em detrimento do comércio, ele ajudou a definir o som do R&B moderno.
Esta playlist, uma mistura de seus sucessos célebres e joias menos conhecidas, serve como uma reflexão sobre toda a carreira, desde os ritmos suaves de “Brown Sugar” até a urgência de seu álbum “Black Messiah”.
Continue lendo e ouça todas as faixas do nossa playlist do Spotify.
1994: “U Will Know”, Black Men United (trilha sonora de “Jason’s Lyric”)
Antes do estrelato, D’Angelo uniu uma geração de vozes do R&B para esta poderosa balada da trilha sonora de “Jason’s Lyric”.
1995: “Açúcar Mascavo”
A música que começou tudo. Com seu groove quente e vocais esfumaçados, “Brown Sugar” apresentou D’Angelo como o rosto do neo-soul, unindo os ritmos do hip-hop com a sensualidade de Marvin Gaye e a profundidade de Donny Hathaway.
1995: “Senhora”
Uma sequência suave e confiante que consolidou o som de D’Angelo: exuberante, vivo e despreocupado com tendências. “Lady” se tornou um de seus maiores sucessos de rádio e uma marca registrada da sofisticação do R&B dos anos 1990.
1995: “Cruzando”
Sua reimaginação do clássico de Smokey Robinson proporcionou pura nostalgia da alma, provando desde o início que D’Angelo poderia honrar a tradição e ao mesmo tempo torná-la inconfundivelmente sua.
1995: “Eu e aqueles meus olhos sonhadores”
Um favorito dos fãs que capturou o lado jovem e romântico das composições de D’Angelo.
1996: “Encontrei meu sorriso de novo”
Este hino alegre mostrou o otimismo e a frouxidão musical de D’Angelo.
1998: “Nothing Even Matters”, com Lauryn Hill e D’Angelo
Um dueto para sempre. Combinado com o tom aveludado de Lauryn Hill, D’Angelo ajudou a criar uma das canções de amor mais duradouras da época.
1998: “Torta do Diabo”
A faixa revelou suas reflexões mais sombrias e cínicas sobre a fama, a ganância e as compensações morais da indústria. Uma joia corajosa da alma do hip-hop.
1999: “Everyday”, com Angie Stone e D’Angelo
A química da vida real traduzia-se perfeitamente na música. Escrita para o álbum de estreia de Stone, “Black Diamond”, a faixa brilha com soul nascido na igreja e sinceridade sem filtros.
2000: “Sem título (como se sente)”
A música – e o vídeo – que se tornou uma lenda. Com sua instrumentação minimalista e poder vocal bruto, “Untitled” fez com que a vulnerabilidade soasse e parecesse revolucionária.
2000: “Envie”
Uma obra-prima discreta. Através de trompas suaves e ritmo, D’Angelo canaliza fé e perdão, reafirmando seu lado espiritual em meio à intensidade da era “Voodoo”.
2006: “Imagine”, com Snoop Dogg, D’Angelo e Dr.
Uma rara colaboração estrelada que reinterpreta o hino de Lennon através das lentes da Costa Oeste, provando que a voz de D’Angelo ainda carrega peso espiritual em qualquer ambiente.
2006: “So Far to Go”, com J Dilla, Common e D’Angelo
A alma encontra a palavra falada. Ao longo da batida hipnótica de J Dilla, D’Angelo e Common fundem amor e reflexão.
2008: “Believe”, com Q-Tip e D’Angelo
Duas mentes criativas conversando. “Believe” mistura os acordes esfumaçados de D’Angelo com o lirismo reflexivo de Q-Tip.
2014: “Really Love”, com participação de D’Angelo e The Vanguard
Cordas exuberantes, violão espanhol e sensualidade lenta. “Really Love” se tornou a peça central de “Black Messiah”. É romântico, mas inquieto, o que lhe valeu um Grammy e um triunfo no final da carreira.
2014: “De volta para o futuro”, Partes I e II com D’Angelo e The Vanguard
D’Angelo luta com o tempo, a tentação e a verdade. Uma faixa meditativa que parece que ele está conversando com seu eu passado e futuro.
2014: “Prayer”, com participação de D’Angelo e The Vanguard
Um apelo espiritual envolto em funk e distorção. “Oração” parece assombrada e redentora. Foi um momento confessional em sua época mais misteriosa.
2014: “Another Life”, com participação de D’Angelo e The Vanguard
Mais próxima de “Black Messiah”, a música parece uma carta de amor de um homem que viveu, perdeu e aprendeu. Íntimo, sonhador e devastadoramente lindo.
2024: “I Want You Forever”, com participação de D’Angelo, Jay-Z e Jeymes Samuel (trilha sonora de “The Book of Clarence”)
Um final cinematográfico para uma carreira histórica. Combinando a grandeza do gospel com a arrogância moderna, é a voz de D’Angelo – calorosa, cansada e sábia – que ancora a mensagem de devoção e destino.
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