Logicamente falando, não deveríamos estar interessados neste tipo de especulação dos tablóides. Afinal, a vida interior de celebridades como Jolie e Pitt não tem quase nada a ver conosco: é improvável que algum dia os conheçamos, e seus relacionamentos românticos não têm influência em como nossas próprias vidas se desenrolam, aqui no ‘mundo real’.
E ainda assim estamos interessados. A indústria de fofocas sobre celebridades valia US$ 3 bilhões por ano em 2011, segundo o New York Timese a maioria de nós fica pelo menos um pouco fascinada por esse tipo de especulação maluca dos tablóides – mesmo que relutemos em admitir isso.
Mas por que? Para que serve a fofoca? Que função ela cumpre em nossa psique coletiva? Simplificando, por que nos importamos?
Ouça e aprenda
Uma explicação para o nosso fascínio pela vida das celebridades é que os seres humanos são, como espécie, obcecados por histórias de todos os tipos. Quer sejam factuais, fictícias ou (como a maioria das fofocas sobre celebridades) algo intermediário, é por meio de histórias que aprendemos e damos sentido ao mundo. Em seu livro O Animal MoralRobert Wright observa que os temas dos contos que mais nos prendem – “quem está dormindo com quem, quem está zangado com quem, quem traiu quem”, e assim por diante – tendem a se alinhar “com os tipos de informações que conduzem à boa forma”.
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