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A luta livre profissional há muito serve como plataforma de lançamento para artistas que podem cativar milhões com nada mais do que um microfone, uma câmera e carisma puro. Ao longo dos anos, vários Superestrelas da WWE trocaram seus equipamentos por roteiros de filmes, provando que o carisma não termina quando o sinal toca. Das personalidades exageradas de Hulk Hogan e Roddy Piper na década de 1980 ao megaestrelato moderno de Dwayne “The Rock” Johnson, John Cenae Dave Bautista, os lutadores chegaram aos holofotes de Hollywood e, muitas vezes, ao topo das bilheterias.
É preciso mais do que músculos para passar da luta livre para a atuação. Para ter sucesso em ambas as áreas, é preciso ter presença, timing e capacidade de contar uma história de uma forma que comova o público. The Rock, Bautista e Cena dominei essa arte na WWE antes mesmo de pisar no set de um filme, por IGN. Cada um deles foi o rosto da empresa em sua época, aprendendo a atrair multidões, vender emoções e proporcionar momentos memoráveis que fizeram os fãs torcerem, vaiarem ou até chorarem. Essa capacidade de “trabalhar com uma multidão” não desapareceu quando as luzes do ringue diminuíram; simplesmente evoluiu.
Da corda superior a Tinseltown
No wrestling, a frase “cara top” significa mais do que apenas ser um campeão. Significa ter o tipo de magnetismo que enche as arenas e impulsiona as vendas no pay-per-view. The Rock, Cena e Bautista eram todos caras top, e esse status lhes deu uma vantagem crucial na hora de saltar para Hollywood. Cada um passou anos aprendendo como projetar confiança, manter a compostura sob pressão e apresentar performances que parecessem autênticas para milhões de fãs.
Dwayne “The Rock” Johnson abriu o caminho. Sua transição começou com modestos papéis de ação antes de explodir no estrelato com franquias como Velozes e Furiosos e Jumanji. Sua combinação de humor, intensidade e cordialidade fez dele uma potência de bilheteria. Dave Bautista seguiu um caminho diferente. Em vez de confiar apenas em seu físico, ele construiu uma reputação de performances sutis e fundamentadas. Sua aparição como Drax, o Destruidor em Guardiões da Galáxia da Marvel revelou um toque cômico inesperado e uma profundidade emocional que poucos esperavam de um ex-campeão mundial.
John Cena, por outro lado, se reinventou diversas vezes. Inicialmente conhecido por seus filmes de ação como The Marine e 12 Rounds, Cena mais tarde mostrou seu timing cômico em Trainwreck e Blockers, antes de assumir papéis mais convencionais, como Peacemaker e Barbie. Sua disposição de zombar de sua personalidade e experimentar coisas novas fez dele um dos artistas mais versáteis de Hollywood.
É claro que nem todo lutador que virou ator se torna uma estrela internacional. Mas o sucesso destes três artistas abriu as portas para outros. Sasha Banks, agora conhecida como Mercedes Moné, fez sua estreia como atriz em The Mandalorian. Becky Lynch apareceu recentemente em The Kill Room. Até o MJF da AEW testou o terreno em projetos independentes. O projeto foi traçado e tudo se resume ao poder das estrelas, algo que os lutadores têm em abundância.
Box Office Body Slams: os sucessos de bilhões de dólares
Embora muitos lutadores tenham se interessado pela atuação, apenas alguns foram protagonistas ou participaram de filmes que fizeram a verdadeira história de Hollywood. Aqui estão os exemplos de maior sucesso de lutadores dominando as bilheterias.
Moana 2 – US$ 1 bilhão
A voz de Dwayne Johnson como Maui continua sendo uma de suas performances mais icônicas. A Moana original já foi um grande sucesso, mas sua sequência superouarrecadando mais de um bilhão de dólares em todo o mundo, relata o TheSportster. Originalmente planejado como uma série Disney Plus, o lançamento do filme nos cinemas se tornou um grande sucesso. Com uma adaptação live-action também em desenvolvimento, estrelada pelo próprio Johnson, a franquia Moana continua a crescer e a conexão de The Rock com ela continua forte como sempre.
Barbie – US$ 1,4 bilhão
A breve participação de John Cena como uma versão tritão de Ken em Barbie se tornou uma das surpresas mais deliciosas do filme. Seu papel pode ter sido pequeno, mas acrescentou charme e humor a um filme que se tornou um fenômeno cultural. Cena conseguiu o papel depois de uma conversa casual com Margot Robbie enquanto filmava nas proximidades, provando que a oportunidade às vezes chega quando você menos espera.
Furiosos 7 – US$ 1,5 bilhão
A adição de The Rock à saga Velozes e Furiosos transformou a já bem-sucedida franquia em um rolo compressor global. Furious 7 alcançou US$ 1,5 bilhão nas bilheterias, impulsionado por sua química com Vin Diesel e pelo emocionante tributo do filme a Paul Walker. Também apresentava outro antigo nome da WWE, Ronda Rousey, solidificando ainda mais a conexão entre o wrestling e o cinema de grande sucesso.
Vingadores: Guerra Infinita – US$ 2 bilhões
A interpretação de Drax por Dave Bautista lhe rendeu um lugar entre os melhores da Marvel. Guerra Infinita uniu dezenas de personagens queridos em um dos eventos de crossover mais ambiciosos já filmados. Bautista trouxe coração e humor ao caos intergaláctico, mantendo-se ao lado de estrelas como Robert Downey Jr.
Vingadores: Ultimato – US$ 2,7 bilhões
O ponto culminante da saga de uma década da Marvel, Endgame se tornou o filme de maior bilheteria da história por um tempo. Bautista voltou mais uma vez como Drax, consolidando seu papel na franquia de maior sucesso já criada. Para um homem que já lutou contra Triple H sob as luzes brilhantes da WrestleMania, estrelar um fenômeno global de US$ 2,7 bilhões é um bis adequado.
Do tapete ao cinema
A ascensão dos lutadores no cinema reflete mais do que o sucesso individual; destaca a evolução da própria cultura pop. Antes vistos como artistas exagerados, os lutadores agora inspiram respeito nos mesmos círculos que os atores de primeira linha. Eles trazem consigo um público integrado, uma ética de trabalho e um carisma que não pode ser ensinado na escola de atuação.
E para aqueles que ainda estão no ramo do wrestling, essas histórias servem de inspiração. A transição dos golpes corporais para a glória nas bilheterias não é fácil, mas está longe de ser impossível. Se você consegue esgotar os ingressos do Madison Square Garden, também pode esgotar os cinemas.
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