No Última Análise, Guilherme Kilter questiona o real poder do Judiciário brasileiro — forte porque funciona ou forte porque concentra demais?
Quando decisões correm rápido demais, números melhoram, mas a qualidade dos julgamentos fica sob suspeita. Tribunais superiores que deveriam ser lentos e criteriosos viram máquinas aceleradas, com processos que só avançam quando passam pelas mãos de escritórios influentes. Enquanto isso, ministros dão entrevistas, palestras, circulam como celebridades e acumulam protagonismo político raro em democracias maduras.
Justiça eficiente ou poder sem limite? Eis a pergunta que o Brasil precisa encarar.
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