É o fim do caminho para o príncipe Andrew. Numa decisão ao mesmo tempo simbólica e final, o rei retirou ao seu irmão mais novo os títulos que outrora o definiam – Príncipe, Duque de Iorque, e o direito de ser denominado Sua Alteza Real. De agora em diante, ele será conhecido simplesmente como Andrew Mountbatten-Windsor.
A decisão do rei segue-se a anos de escândalo que começou com a amizade de Andrew com Jeffrey Epstein. Embora Andrew tenha negado consistentemente todas as acusações, o Palácio decidiu que o dano à reputação da monarquia é irreparável.
Numa declaração cuidadosamente redigida, o Palácio de Buckingham declarou:
“Essas censuras são consideradas necessárias, apesar de ele continuar a negar as acusações contra ele.
Suas Majestades desejam deixar claro que os seus pensamentos e as suas maiores condolências foram, e permanecerão, com as vítimas e sobreviventes de toda e qualquer forma de abuso.”
Por trás dessas palavras polidas está a realidade do exílio. Andrew foi instruído a renunciar ao aluguel de sua mansão de 30 quartos em Windsor e se mudará para uma propriedade menor em Sandringham Estate. O Palácio deixou claro que qualquer alojamento futuro será financiado de forma privada pelo Rei.
Sarah Ferguson, sua ex-esposa e companheira de longa data, também deixará as terras reais e cuidará de sua própria vida.
Para o rei Carlos, a decisão é pessoal e política. Sinaliza uma monarquia determinada a sobreviver, libertando aqueles que ameaçam a sua autoridade moral.
Para Andrew Mountbatten-Windsor, marca o início da vida de um homem sem título real.
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