Anunciado em 8 de outubro, o acordo pretende proporcionar um valor maior para os compositores e seus representantes, marcando a mais recente parceria direta do Spotify com um grande editor de música no mercado dos EUA.
O acordo segue uma série de acordos semelhantes atingidos pelo Spotify nos últimos meses. Em setembro, o serviço de streaming assinou um acordo direto nos EUA com a Kobalt, enquanto no início deste ano concluiu acordos separados com o Universal Music Publishing Group (UMPG), a Warner Chappell Music e a Sony Music Publishing.
Sob a nova estrutura, os pagamentos aos compositores e editores incluirão remuneração do contrato de licenciamento direto do Spotify e dos pagamentos estatutários que recebem através do Mechanical Licensing Collective (MLC). Segundo o Spotify, espera -se que essa abordagem produzam royalties gerais mais altos do que os fornecidos apenas sob o sistema de pagamento de pacote de audiolivros da MLC.
Essa estrutura anterior de pacote de audiolivros, introduzida em março de 2024, reduziu significativamente a taxa de royalties mecânicos pagos aos editores e compositores nos EUA, levando a preocupação da indústria.
Em uma declaração conjunta, o Spotify e a BMG disseram que o New Deal representa “um passo prático em direção a um modelo de licenciamento mais flexível” e tem como objetivo garantir que os compositores se beneficiem mais diretamente com o crescimento do streaming.
O co-presidente e diretor de negócios do Spotify, Alex Norström, disse que o acordo reflete o compromisso da empresa de fortalecer a colaboração em toda a indústria da música. “Nossa parceria com a BMG avança essa visão com o suporte renovado para compositores por meio de um modelo de licenciamento que aprimorará como a música é desfrutada em nossa plataforma”, disse ele.
O CEO da BMG, Thomas Coesfeld, disse que o acordo reforça o objetivo da empresa de garantir uma representação e recompensa justas pelos compositores. Ele descreveu o modelo como “progressivo” e alinhado com o consumo musical do mundo real em plataformas digitais. Coesfeld também expressou apoio à posição do Spotify no desenvolvimento de proteções de inteligência artificial, observando que essas políticas se alinham à abordagem da BMG para proteger os direitos dos artistas e garantir a remuneração justa.
O novo contrato da BMG segue sua decisão 2023 de trazer operações digitais e de streaming internamente, dando à empresa um maior controle sobre relacionamentos de plataforma, uso de dados e gerenciamento de catálogo. A mudança ocorreu logo depois que Coesfeld assumiu a liderança como CEO.
A empresa nomeou recentemente Monti Olson para liderar suas operações de publicação na América do Norte, com foco em contratações e aquisições de catálogo. Falando após os resultados do meio do ano da BMG, Coesfeld disse que a publicação continuaria sendo o principal fator de receita da empresa, com o investimento contínuo em suas operações globais à medida que os mercados de streaming se expandem.
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