Willie Colón, o arquiteto de salsa urbana e ativista social indicado ao Grammy, morreu no sábado. Ele tinha 75 anos.
Ao longo de décadas de carreira, o trombonista, compositor, arranjador e cantor produziu mais de 40 álbuns que venderam mais de 30 milhões de cópias em todo o mundo. Ele colaborou com uma ampla gama de artistas, incluindo Fania All Stars, David Byrne e Celia Cruz.
Sua célebre colaboração com Rubén Blades, Siembratornou-se um dos álbuns de salsa mais vendidos de todos os tempos, e a dupla era conhecida por abordar questões sociais por meio do gênero.
A família e o empresário de Colón confirmaram sua morte por meio de postagens nas redes sociais.
Colón, indicado a 10 Grammys e um Grammy Latino, fez canções famosas como “El gran varón”, “Sin poderte hablar”, “Casanova”, “Amor verdad” e “Oh, qué será”.
Blades disse na plataforma social X que confirmou “o que eu estava relutante em acreditar” e ofereceu suas condolências à família de Colón.
O caminho para o trombone — e a fama
Nascido no bairro do Bronx, em Nova York, Colón foi criado pela avó e pela tia, que desde muito jovem o nutriram com a música tradicional porto-riquenha e os ritmos típicos do repertório latino-americano, incluindo o son cubano e o tango.
Aos 11 anos se aventurou no mundo da música, primeiro com flauta, depois corneta, trompete e finalmente trombone, com o qual se destacou no então nascente gênero da salsa.
Seu interesse pelo trombone surgiu depois de ouvir Barry Rogers tocando em “Dolores”, música de Mon Rivera com Joe Cotto.
“Parecia um elefante, um leão… um animal. Algo tão diferente que, assim que ouvi, disse para mim mesmo: ‘Quero tocar esse instrumento'”, lembrou ele em entrevista publicada no jornal colombiano El Tiempo em 2011.
Aos 17 anos integrou o grupo de artistas que formou a famosa gravadora Fania Records, liderada e criada por Jerry Masucci e Johnny Pacheco. Fania foi a grande responsável pelo novo som produzido no mundo latino de Nova York e que mais tarde seria chamado de “salsa”.
A principal característica de Colón como músico era a fusão de ritmos, pois harmonizava jazz, rock, funk, soul e R&B com a antiga escola latina do filho cubano, cha-cha-cha, mambo e guaracha, acrescentando a nostalgia do som tradicional porto-riquenho que engloba a música jíbara, bomba e plena.
Em 2004, a Academia Latina da Gravação concedeu a Colón um Grammy especial por sua carreira e contribuições à música.
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