De acordo com fontes reais, a falta de comentários oficiais até agora por parte do Palácio de Buckingham não deve ser vista como complacência, mas diz-se que os assessores reais compreendem perfeitamente o sentimento de indignação pública.
Entende-se que o Palácio não recebe qualquer aviso prévio dos ficheiros divulgados e tem monitorizado o que tem surgido.
A posição oficial do Palácio de Buckingham continua a ser a de que “os pensamentos e as maiores condolências do Rei e da Rainha foram, e permanecerão, com as vítimas e sobreviventes de toda e qualquer forma de abuso”.
Até agora, Andrew não deu sinais de prestar provas. Ele sempre negou veementemente qualquer irregularidade.
No outono passado, os democratas no Congresso dos EUA estabeleceram o prazo de novembro para o ex-príncipe testemunhar sobre o que sabia sobre Epstein, mas ele não deu resposta.
O último lote de e-mails revelou a extensão das tentativas anteriores dos EUA para fazer com que Andrew prestasse depoimento.
Nos primeiros meses de 2020, houve várias trocas de e-mails entre o Departamento de Justiça dos EUA e a equipa jurídica de Andrew, nas quais as autoridades dos EUA tentaram definir uma hora e um local para ele prestar depoimento.
Este testemunho poderia ter sido prestado no Reino Unido ou nos EUA, mas as trocas geladas entre os advogados fizeram pouco progresso, apesar de ambos os lados apontarem para o compromisso público de Andrew em ajudar as autoridades investigadoras.
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