“O Cativo”oferece o conceito intrigante do autor de “Dom Quixote” visto através de lentes mais impregnadas de “Noites Árabes”, contando histórias para se manter vivo enquanto refém de mouros em Argel. Mas os fatos conhecidos sobre este obscuro capítulo biográfico são vagos, permitindo que o escritor-diretor Alejandro Amenabar muita licença imaginativa, embora ele dê menos importância ao aspecto de contar histórias dentro da narrativa do que você espera inicialmente. O que surge é uma bioficção curiosa, embora divertida, com Miguel de Cervantes como protagonista de uma complicada intriga de fantasias, como uma versão homoerótica da velha exotização ocidental do mundo árabe – corpos masculinos bem tonificados no hammam substituindo aqui as tradicionais garotas seminuas do harém de Hollywood.
Aqueles que não esperam um retrato mais direto do homem ou de seus mitos – Dom Q. é pouco mais do que maliciosamente referenciado – deveria se divertir nesta bela e descontraída coprodução Espanha-Itália. No final, porém, sua abordagem excêntrica não chega a…
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