“Você precisa assistir…”
Esta frase tem sido uma constante em toda a minha vida, com títulos intercambiáveis. Os Sopranos. Madeira morta. Seinfeld (Estou velho). Liberando o mal. Guerra dos Tronos. Ano após ano, década após década, alguém tentou me culpar pelo que estava perdendo em meus momentos de lazer.
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Ao ouvir essa advertência, sempre sorri e agi educadamente enquanto meu interior se enchia de pavor, aborrecimento e decepção com o mensageiro por desperdiçar meu tempo. (Pessoas e seus programas estúpidos, certo?)
Dito isso, você precisa assistir Amor no Espectro.
Ao contrário dos protagonistas icônicos dos programas mencionados acima, os personagens principais de MUITOS não ganharam vida através da alquimia entre escritor e ator.
As pistas em MUITOS são seres humanos comuns que vivem de maneira brilhante e bela com o autismo. Eles ganham vida pela alquimia mágica do amor incondicional e da família. Nenhum membro do elenco está interpretando um personagem. Eles são o personagem. O único personagem que eles sabem ser. Neste TikTok, mundo de solução rápida, a Netflix se vê filmando pessoas que esperaram a vida inteira para simplesmente serem abraçadas como elas mesmas. O resultado é nada menos que glorioso.
A presunção do show é simples e, à primeira vista, um pouco cruel. Pegue algumas pessoas com autismo e filme-as saindo para um encontro. Quase sempre o primeiro encontro. Sempre.
Admito que fiquei muito desconfortável assistindo a esses primeiros encontros. As conversas são hesitantes e estranhas. Há muito silêncio. Há ansiedade social. Dizem coisas que são inadequadas. Existem ataques de pânico. É honestamente difícil de assistir.
Mas então há… alguma coisa. Aquela coisa que vive adormecida na maioria de nós é uma memória nostálgica. Essa coisa é uma conexão. Uma neve impossível e remota em uma conexão do tipo julho. Então, para o espectador, há uma sensação de alívio quase egoísta.
Não nos sentimos confortáveis com muito silêncio. Quando temos ansiedade social, tendemos a fugir. Quando o MUITOS elenco encontrar aquela centelha divina, aquela conexão, eles estão, sem saber e misericordiosamente, nos deixando livres dos problemas que trouxemos pela porta conosco. Observar pessoas desse espectro encontrarem sua alma gêmea é como observar flores crescendo no concreto.
Pode demorar um pouco. Para o nosso elenco levou uma vida inteira.
Enquanto assiste Amor no espectropercebi que estava sentindo algo que nunca senti antes de assistir televisão. Vitória. Soluçando enquanto chorei lágrimas de gratidão. Vitória. Ninguém, exceto meus novos heróis, poderia ter me acompanhado até esse destino. E estou profundamente honrado por ter tido a honra de assisti-los.
Você precisa assistir Amor no espectro.
Jay Mohr é escritor, ator, comediante stand-up e apresentador da série de podcasts Histórias de Mohr. Um episódio recente, que pode ser visto aquiencontrou Mohr sentado com Amor no espectro estrela Connor Tomlinson.
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