A ascensão do rapper de Vallejo nunca seguiu o manual da indústria. Agora, o espírito de sua cidade natal está no centro das atenções no Super Bowl 60.
O Super Bowl sempre envolveu palcos maiores, performances mais barulhentas e apostas mais altas. Mas LaRussell’A chegada deste ano conta um tipo diferente de história.
O rapper da Bay Area, que conquistou seguidores ao transformar seu próprio bairro em um destino, está entrando no Super Bowl 60 com um papel que o coloca no centro da experiência do dia do jogo. Na quarta-feira (28 de janeiro), a NFL anunciou que LaRussell abrirá o Super Bowl Tailgate Concert antes do início de domingo, com a apresentação transmitida ao vivo no Peacock às 12h50. A estrela do R&B Teddy Swims será a atração principal do evento.
A presença de LaRussell não irá parar quando o show terminar. De acordo com a liga, ele também atuará como banda do estádio nos dias de jogo – uma distinção rara que o coloca dentro do ritmo do Super Bowl em si, e não apenas às suas margens.
O anúncio situa LaRussell entre uma lista lotada de apresentações na semana do Super Bowl, uma das escalações de shows mais extensas que o evento já viu. Além do tão aguardado show do intervalo de Bad Bunny, a NFL e seus parceiros reservaram Green Day e Counting Crows para um show em 6 de fevereiro no Pier 29, um show de Sting naquela mesma noite e uma apresentação de Chris Stapleton no Bill Graham Civic Auditorium no sábado. Juntos, os eventos reforçam a ideia de que o Super Bowl se tornou uma aquisição cultural tanto quanto um jogo de futebol.
No entanto, a inclusão de LaRussell destaca-se precisamente porque a sua ascensão não foi impulsionada pelos caminhos tradicionais da indústria. Embora ele tenha chamado a atenção nacional – incluindo um momento que virou manchete quando o astro da NBA Kyrie Irving pagou cerca de US$ 11 mil por um de seus álbuns – sua identidade criativa permaneceu firmemente ligada ao seu país. Mesmo depois de aparecer no Tiny Desk em 2024, LaRussell continuou apresentando shows no quintal de sua infância em Vallejo, atraindo fãs de todo o país sem nunca se mudar.
Essa escolha tornou-se central na forma como ele define o sucesso. Em uma entrevista anterior, LaRussell explicou que muitas vezes espera-se que os artistas deixem suas comunidades quando se tornarem famosos. Ficar, disse ele, muda o que parece possível para as pessoas que estão mais próximas.
Sua programação semanal do Super Bowl reflete esse equilíbrio entre base local e alcance nacional. Em 6 de fevereiro, LaRussell e Teddy Swims também estão programados para se apresentar no Madden Bowl da EA Sports no Chase Center, ao lado de Luke Combs, Stephen Wilson Jr. e Gavin Adcock. Para Swims, a aparição contribui para um ano de destaque que inclui a atração principal do BottleRock em maio e uma apresentação no Coachella em abril.
Para LaRussell, o momento tem um peso diferente. Dos palcos de quintal aos estádios da NFL, sua ascensão desafia a ideia de que a proximidade com o poder é mais importante do que o propósito. Enquanto o Super Bowl 60 volta seus holofotes para a Bay Area, LaRussell não está apenas mostrando o quão longe ele chegou – ele está mostrando que permanecer enraizado também pode ser parte da vitória.
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