Um perfil sobre Rachel Holt e o legado da família Holt.
Rachel Holt e seu pai, Tony Holt, se apresentando no Liberty Theatre.
No sudeste de Indiana, a família Holt passou mais de cinquenta anos transformando a vida cotidiana em música. Seu legado não é apenas performance. Trata-se de escrever canções que pareçam histórias de família, transmitidas de geração em geração.
Primeira Geração – Os Criadores de Canções
A história musical de Holt começa com Aubrey Holt, seu irmão Jerry e seu primo musical Harley Gabbard, que formaram The Boys From Indiana em 1973. Eles não apenas cantaram bluegrass – eles o moldaram.
As composições de Aubrey se tornaram o coração da banda com baladas da Guerra Civil e histórias de andarilhos, amantes e fantasmas. Músicas como “Atlanta Is Burning” e “My Night to Howl” tornaram-se padrões do bluegrass porque expressam a gama de emoções vividas.
Harley adicionou a alma da montanha; Jerry adicionou a espinha dorsal rítmica. Juntos, eles construíram um catálogo que os músicos ainda hoje cobrem.
Segunda Geração – Os Portadores da Chama
No final da década de 1990, a próxima geração deu um passo à frente.
Tony Holt, Jeff Holt e Harlan Gabbard formaram The Wildwood Valley Boys, levando a tocha das composições da família para uma nova era.
A voz de Tony – calorosa, emocional, inconfundível – tornou-se a assinatura da banda. Mas por trás dessa voz estavam canções que ele escreveu ou moldou, canções sobre casa, trabalho, fé e família. Jeff e Harlan acrescentaram seus próprios estilos de escrita, ecoando os temas sobre os quais seus pais escreveram décadas antes.
A segunda geração não imitou a história, ela continuou.
Terceira geração – Rachel Holt entra na luz
Uma nova voz, um novo som, o mesmo DNA narrativo.
Desde o momento em que começou a andar, Rachel Holt foi cercada por guitarras, harmonias e letras incompletas rabiscadas em papel de rascunho. Ela cresceu nos bastidores de shows de bluegrass, no banco de trás de SUVs indo para shows e no meio de sessões de jam na sala de estar, onde escrever músicas era tão natural quanto respirar.
Mas Rachel não seguiu simplesmente o modelo familiar. Ela expandiu isso. Ela abriu seu próprio caminho cedo, tornando-se o que chama de “garota da música country em uma família de bluegrass”.
Enquanto seu avô escrevia baladas de bluegrass e seu pai escrevia híbridos country-bluegrass, Rachel escreve histórias country modernas que são ousadas, emocionantes e inconfundivelmente próprias.
Rachel começou a se apresentar jovem – cantando em eventos locais, festivais e, eventualmente, em teatros de Branson. Aos dezesseis anos, ela já tinha a presença de palco de alguém com o dobro de sua idade. Ela escreveu e gravou os primeiros singles como “Missing Home” e “Middle of July”, afiando sua voz e sua escrita.
Logo após o colegial, o compositor de Nashville Chris Wallin (conhecido por sucessos com Kenny Chesney e Toby Keith) reconheceu seu potencial. Aos dezoito anos, Rachel assinou com sua gravadora Baste Records.
Seu primeiro single “I Was Gonna Be” estreou em 9º lugar na Billboard Country Digital Chart e a empurrou para o 21º lugar na parada de artistas emergentes da Billboard – um feito raro para uma jovem artista de uma pequena cidade de Indiana.
Hoje, Rachel passa grande parte do tempo nos estúdios de Nashville, escrevendo e gravando novas músicas. Suas canções misturam a coragem de Miranda Lambert, as narrativas femininas de Ella Langley e a narrativa de Lee Ann Womack e Dolly Parton, mas sempre com a espinha dorsal da família Holt.
Seu recente single “How Dare Me” mostra uma nova profundidade – uma compositora entrando totalmente em sua própria voz. Ela está trabalhando em um novo EP depois de escrever cinco das sete músicas, e gravou uma nova canção de verão cativante, “Like the Sun”.
Rachel se apresenta no Centro-Oeste, no Sul e em outros lugares, dividindo palcos com artistas como Ronnie Milsap e Zach Top. Neste verão ela se apresentará no Madison’s Regatta com Brantley Gilbert e dividirá o palco com Joe Nichols no outono. Ela está se tornando um rosto familiar em cartazes de festivais e mostras de artistas, e é um nome em ascensão nos círculos de Nashville.
No entanto, mesmo com a expansão de sua carreira, ela ainda volta para casa para cantar duetos com seu pai, Tony Holt. Aqueles momentos em que pai e filha se harmonizam no palco (e na varanda) são lembretes de que sua jornada está enraizada em algo mais profundo do que a ambição. É família. É herança. Foi a música que a criou.
Três gerações de Holts escreveram canções que parecem capítulos de um mesmo livro. Agora Rachel está escrevendo o próximo capítulo como uma nova voz que carrega a tradição familiar para o futuro da música country.
Ela pode ter trocado Milão por Nashville, mas carrega o legado de Holt sempre que sobe no palco.
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